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sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

APRENDENDO A VER O BEM QUE A VIDA TÊM


“Sabemos que todas as coisas cooperam para o bem daqueles que amam a Deus, daqueles que são chamados por seu decreto.” Romanos 8.28


Paulo, o apóstolo diz que todas os acontecimentos e manifestações em nossa vida, trazem um contributivo existencial pra gente, ou seja, todas as coisas contribuem para o bem. Para o nosso bem.

Bem este, que não é, em essência, uma coisa boa no momento, mas que produz, após a experiência que tal fato produz a nós, um resultado que nos promove a uma categoria maior de crescimento pessoal, ou seja, nós aprendemos – se de fato assim desejarmos – com todas as coisas que nos acontecem, sejam boas, más ou nulas – pois há fatos nulos em nós que apenas promovem a nulidade de tais coisas, por assim serem.

Todavia não se pode aprender pela forma simples de saber o que tal coisa produz. Não. Paulo diz que a pedagogia que nos ensina a extrair lições de bem e do bem para nossa vida, é condicional ao amor que temos por Deus.

Sim a gente só consegue ver o bem nas coisas que pra gente acontece, se nossa referência de amor na vida e pela vida, for Deus, pois quem assim procede tira de si toda pena e lamúria, pois consegue conceber que, Aquele a quem crê, sabe que por amor a Si, não permite que a desgraça seja a ausência da graça, mas que mesmo na desgraça Ele ensina pra gente que a vida pode ser cheia de graça – graça que nem sempre faz rir, mas que sempre nos faz confiar.

Portanto, Paulo afirma que, as coisas cooperam para nosso bem estar – em todas as categorias da nossa vida – quando aprendemos amar a Deus em entrega confiante, e mesmo que nada pareça funcionar pra gente – mesmo assim, Deus tem condições de nos ensinar que a vida e as coisas da vida, podem ser benéficas.

E que nada nos impedem de recebermos tais benesses dos fatos, pois isso virou lei no mundo espiritual, pois há um decreto a respeito da nossa integridade na existência. Fomos chamados a esta qualidade de vida, que extrai da vida o bem para viver em Deus, por um decreto.

Portanto, assim aprendemos que o fim primaz de todos os acontecimentos na nossa vida não é mera fatalidade do acaso, mas mesmo que tais coisas assim sejam, nas concepções dos homens e da filosofia do mundo, para a gente é fonte de aprendizado e crescimento que, só aquele que crê em Deus pode aprender.

Sim todas as coisas cooperam para nosso bem, pois nosso destino não é apenas terminar um ano, ou cumprir uma tarefa na vida – nosso destino é a eternidade.


Assim sendo, não viva apenas como se o momento determinasse sua história. Não. Entenda que mesmo no pior dos casos, as coisas ainda podem dar muito certo – mesmo quando tudo está dando muito errado.

Todas as coisas estão ao nosso favor. Resta-nos apenas aprender a aprender com isso.

Então aprendemos que, Deus sempre esta conosco, pois se todas as coisas cooperam para nosso bem – Deus em tudo está presente, e se assim é, precisamos aprender a confiar Nele, mesmo quando o que nos acontece, não nos mostra Ele nos fatos. Sim, algumas vezes Deus está nas entrelinhas dos acontecimentos.

A gente precisa aprender a ver o bem que a vida têm.
Pense nisso.


quinta-feira, 12 de janeiro de 2012

QUANDO JESUS NÃO CHEGA A TEMPO.


"Disse, pois, Marta a Jesus: Senhor, se tu estivesses aqui, meu irmão não teria morrido" João 11.21

Lázaro estava doente.

Mandaram chamar Jesus.

Lázaro morreu.

Jesus não chegou na hora esperada.

Sim, há momentos na vida que Jesus não chega. E quando isso acontece – temos a impressão, que perdemos o tempo e com o tempo perdido perdemos a condição de continuar crendo que as coisas podem ser diferentes.

Sim, pois a gente está condicionada ao tempo. Vivemos presos ao tempo e tempo este que não pertence à gente – pois tempo é o que a gente não tem mesmo.

Todavia lá em Betânia em meio à dor da morte, em meio à dor da impossibilidade, havia um tempo que está cima do tempo que a gente é escravo: O tempo de Jesus chegar – mesmo fora de tempo.

Sim, em Betânia foi promulgada a sentença que a gente tem que viver – sem controlar o tempo – Marta afirma isso quando Jesus chega: “Senhor, se tu estivesses aqui meu irmão não teria morrido” – O tempo passou e Jesus não chegou a tempo.

Todavia agora Jesus chega e ao chegar diz a Marta que a fé promove o tempo de Deus fora do nosso tempo: “Se creres, veras a glória de Deus”. Sim, Jesus ensina a gente a lidar com o tempo em que Ele não chega a tempo. E mesmo fora de tempo a gente consegue ver Jesus no tempo certo para o milagre.

Em Betânia aprendemos que Jesus é o dono do tempo mesmo fora do nosso tempo.

O tempo que move a gente e, algumas vezes impede a gente de ser e ter aquilo que nos faz felizes, não impede Jesus de mudar a história da gente, e mesmo que as coisas tenham seus prazos de validade vencidos, e acabem como propósito de vida, há um Deus no céu que olha pra gente, e mesmo não estando no momento da gente, nunca perde o controle sobre nossas circunstâncias.

Mesmo que a morte chegue antes das possibilidades da gente – e ela chega sempre sem avisar a gente – e a s coisas ganhem a configuração da dor e da perda, a fé ainda continua sendo o meio que Deus usa pra manter a gente na esfera da vida e do milagre, portanto, se as coisas morreram por ai – prepare-se Jesus está chegando.

Nada que a morte no seu tempo toque permanecerá morta diante de chegada de Jesus.

Portanto hoje é mais um dia que Jesus pode chegar ao centro da dor e da angustia que muitas vezes envolve a gente por causa das perdas que a gente enfrenta, e das mortes que a gente morre, pois mesmo vivos todos morremos a cada dia que vivemos.

Jesus nem sempre chega quando o nosso tempo afirma precisar Dele, mas sempre chega a tempo de mudar a nossa dor em possibilidade de alegria e festa, mesmo onde a morte promulgou sua sentença de desespero.

Sim, nada supera a esperança que há em Jesus.

Pense nisso.

sábado, 7 de janeiro de 2012

AQUILO QUE NÃO VALE A PENA



O poeta Fernando Pessoa disse certa vez, que: “Tudo vale a pena, quando a alma não é pequena”, grande poeta foi o Pessoa.


Todavia existem certas coisas que agregamos na vida, ou tentam se juntar a nossa existência que, simplismente, não valem à pena.

Não vale a pena insistir com coisas que não são as coisas de Deus pra gente. Pois tais insistências promovem na gente a frustração, pois aquilo que não é meu – meu não será.

Não vale a pena sentir medo de coisas que podem não acontecer, pois se não podem acontecer o medo é apenas o medo de ter medo, e isso é banal – pois nada é pior que viver na expectativa de algo que nunca será, aquilo que espero que seja.

Não vale a pena mentir para si mesmo – pois tal construção gera na gente a impossibilidade de viver a verdade da gente – a subjetividade – pois sem ela nenhuma verdade será verdadeira, antes de ser verdade na gente, mesmo sendo verdade na vida. Portanto, quando a gente mente pra gente – mente pra vida e se perde na existência.

Não vale a pena crer naquilo que não se acredita mais. É, paradoxalmente falando, muitas vezes continuamos crendo naquilo que não acreditamos mais, e isso se faz quando a gente percebe que já não somos como éramos antes, e por assim ser, já não vemos as coisas como anteriormente, mas continuamos dizendo que esta tudo bem, mesmo que a “fé” naquilo não esteja mais “aqui”.

Não vale a pena viver apenas o momento. Pois momentos são feitos de momentos que passam num instante. Todos os momentos trazem consigo seus sabores e significados – mas nenhum momento pode conter em si todo o significado que nossa vida têm na eternidade. Portanto, cada momento deve ser vivido com o pensamento que ele não é apenas aquele instante, mas que produzirá resultados eternos.

Não vale a pena deixar as coisas para amanhã – pois o amanhã não pertence a quem planeja o futuro. Pois, não sendo certo o futuro, resta-nos apenas, investir no presente, e viver a intensidade daquilo que o agora promove no intimo do ser, com a perspectiva de que, Deus, promove a felicidade aqui e agora – a partir do que Ele pode dar, e não do que eu poderei conquistar.

Sim, há muitas coisas que não valem à pena, e a melhor relação delas só pode ser feita pela gente, a partir daquilo que a gente vive, é e têm.

Portanto, pense naquilo que vale a pena e, se não valer mais a pena, entenda que sua alma não é pequena, pois tal configuração não depende da gente – depende daquele que na gente está: Jesus.

Nele tudo vale à pena.

Pense nisso.