quinta-feira, 29 de setembro de 2011
GPS - GUIADO PELO SENHOR
"...te ensinarei o caminho que deves seguir;..." Salmos 32.8
Deus tem um GPS e tem prazer em emprestar pra gente.
Tem hora na vida da gente que a gente sai da rota na estrada da vida.
Ficamos sem rumo. Sem direção.
De fato, fatos sucedem que tira da gente o senso de direção que deveria guiar a gente, e por demais vezes, tem gente que anda sem direção por andar pela cabeça de outra gente.
Portanto, há momentos que somente o GPS de Deus pode nos colocar na rota certa.
Sair da rota é perder aquela sensação do coração que nos traz paz quando estamos numa jornada qualquer.
Sair da rota é deixar para amanha, as prioridades do coração e da alma, em relação à vida da gente e daqueles que estão ao redor da gente – pois a gente não se perde só na estrada, a gente se perde da gente e de gente também – algumas vezes, de gente bem perto da gente.
Sair da rota é chegar onde não queria ir – mas a estrada errada levou a gente num beco sem saída e a única saída é voltar pra trás e enfrentar tudo que gostaríamos de ter deixado pra trás. Sim, tem momentos que estamos tão perdidos que o único lugar que conseguimos ir é nos becos da angústia e da frustração.
Sair da rota é olhar pra frente e não ver mais a estrada que o sonho criou um dia, pois no lugar do asfalto da fé, encontramos os buracos da dúvida e da incredulidade.
Sair da rota é ansiar por algo que não se sabe o que é, e assim sendo seguir sem saber aonde ir – pois uma coisa é conseqüência da outra. Quem não sabe pra onde vai pega qualquer estrada – vive na insatisfação do ser.
Sair da rota é perceber que já não se ora e não se busca a Deus como antes, pois as construções de um mundo pós-moderno pavimentam na alma da gente, não o desejo de ser, mas de ter, e nesta jornada do possuir, perdemos o caminho que nos leva ao coração de Deus.
Sim, precisamos de um GPS. Uma rota traçada não pela deliberação do que é do aqui e agora, mas Daquele que nós mostra o caminho. Que nos dá direção.
Ter direção é saber que, mesmo não vendo a estrada, vamos chegar onde devemos ir.
Sim. Para ter este GPS é preciso estar Naquele que o possui.
Pense nisso.
terça-feira, 27 de setembro de 2011
CULTO, ADORAÇÃO E ADORADORES
"Agradou-se o Senhor de Abel e de sua oferta, ao passo que de Caim e de sua oferta não se agradou..." Gênesis 4.4
Caim e Abel estão diante de Deus, num tempo determinado que não sabemos qual é. Eles trazem oferendas como meio de entrar na presença Daquele que É.
Caim, agricultor, do fruto da terra traz o que lhe é peculiar. Abel, pastor de ovelhas, oferece um cordeiro.
Caim presta um culto. Abel uma adoração.
O culto será sempre uma oferta daquilo que tenho, mas a adoração daquilo que sou. Caim ofereceu o que tinha – fruto da terra – esforço de seu próprio trabalho. Abel ofereceu aquilo que ele não podia produzir, e então oferece um cordeiro. Sim, um adorador não depende de sua capacidade, mas da graça e da misericórdia do Céu. Quem presta um culto sempre quer mostrar o que é capaz de fazer e produzir. Quem Adora sempre buscará a revelação daquilo que deve fazer.
O culto sempre necessita do reconhecimento e aplauso. A adoração apenas da presença de Deus. Caim fica irado porque sua oferta não foi “aceita” por Deus. Abel tem o contentamento de estar onde Deus está. Sim, corremos o risco de gostar mais do que fazemos pra Deus, do que Dele propriamente dito.
Quem adora é capaz de morrer por sua adoração. Quem presta um culto é capaz de matar quem adora. A resposta de Caim à adoração do irmão é a morte. O adorador incomoda que presta um culto, não pela adoração que faz, mas pelo estilo de vida, que é livre de formas e rótulos, pois tal vida expõe a distância que o coração de quem presta um culto está longe de Deus.
O adorador ainda que morra permanece adorando. Quem presta um culto não permanecerá diante de Deus. Sim, Abel é morto por Caim, mas o sangue daquele permanece diante de Deus. O adorador arca com as conseqüências da vida e da história. Quem presta um culto sempre vai fugir do compromisso e da responsabilidade diante de seus atos.
Adorar não é fazer é ser. Tem gente que pensa que o Reino de Deus é linha de produção e tem que mostrar serviço – então faz muito e oferece pouco. Adoração tem mais a ver com ser do com fazer. Diante de Deus é o que você é não o que você faz.
Adoração é o exercício da nossa individualidade não o assédio da multidão. O adorador não precisa de platéia, ele se contenta com a presença de Deus.
A adoração tem um preço – esteja pronto para paga-lo. Às vezes o modo de vida do adorador vai incomodar alguém – em especial aqueles que prestam culto – e isso pode machucar.
Portanto mais que prestar um culto, a vida deve ser desenvolvida num estilo de adoração. Não é a música, não é o som, nem os instrumentos que isso faz, mas o caráter e a essência daqueles que sabem que acima de tudo, adoração é dependência e entrega a Deus.
Pense nisso.
quinta-feira, 22 de setembro de 2011
COM QUE CARA EU VOU?
"Mas ai de vós...hipócritas..." Mateus 23.27
A hipocrisia, já dizia François Duc de La Rochefoucauld, “É a homenagem que o vicio presta à virtude”.
Hipocrisia é o ato de fingir aquilo que não se tem e não se é.
A hipocrisia afeta o hipócrita, pois desconfigura nele aquilo que ele é, e desconstrói nele tudo que poderia vir a ser. Portanto o hipócrita parece, mas não é.
O ataque mais duro de Jesus à religião institucional foi contra esta falsa aparência da aparência, sim, pois a verdade não pode parecer verdade – precisa ser de verdade, portanto verdadeira.
Todavia o que torna gente, em gente hipócrita, não é em essência ser mentiroso, mas fazer com que a verdade agrade aos outros, e assim sendo, perder-se em si para fazer com que a imagem de si, seja agradável aquele que a vê. Isso é hipocrisia.
A hipocrisia se veste da verdade para o outros, mesmo que por debaixo de tal roupagem ela seja apenas a verdade que não foi contada, ou a essência do covarde, pois quando se permite tal dissimulação dentro do ser, resta apenas uma expectativa de que, não se é o que de fato se demonstra ser.
Todos possuem certo grau de hipocrisia.
Ela se manifesta em todas as áreas da vida, quer seja no contexto da religião como na totalidade do ser social que somos.
Ela finge gostar quando detesta.
Ele finge fé quando descrê.
Ela finge amor como se odeia.
Ela sorri quando se chora por dentro.
Ela celebra quando queria falar mal.
Ela não é quando todos dizem ser.
Ela não vai pra onde gostaria – mas apenas aonde todos vão.
Ela não enxerga – apenas vê.
Não se constitui por si, mas aceita as cores da moda e suas roupagens emocionais – e reclama que não é feliz.
Sim, ser hipócrita é perder-se dentro de si mesmo, e não achar a saída, pois tal ser não constrói saídas para si, apenas calabouços.
A hipocrisia celebra os próprios vícios como se fossem virtudes e assim, recebe aplausos da multidão, o que a torna ainda mais sedutora.
E para vencer a hipocrisia talvez seja preciso ser um pouco hipócrita.
Sim, algumas vezes para se disfarçar tal coisa na gente, a pergunta que a gente deveria fazer é: com que cara eu vou?
Pense nisso.
sexta-feira, 16 de setembro de 2011
A INTENCIONALIDADE DA VONTADE
"Pedis, e não recebeis, porque pedis mal..." Tiago 4.3
Ora, Tiago diz que existe sempre uma intencionalidade oculta naquilo que pedimos, nas petições que fazemos a Deus.
E é nesta intencionalidade do querer que está à impossibilidade de tornar possível aquilo que pedimos, pois a negativa da oração está nesta intenção do coração.
E isso é complicado.
Pois quando nos debruçamos na oração com uma petição nos lábios, deixamos de fora os intentos subjetivos daquilo que pedimos, ou seja, pensamos apenas no resultado da petição respondida, e não na motivação de tal petição.
Por isso ele diz que pedimos mal.
Pedir mal é pedir sem discernir o que de fato se pede – se deseja. Pois toda petição explicita é um desejo implícito e oculto. Algumas vezes pedimos água, não por que estamos com sede, mas porque simplesmente a queremos.
Pedir mal é pedir como pedinte, ou seja, pedir porque já se habituou a pedir, e quando pedimos por pedir, tiramos da petição todo seu significado, e viramos apenas mais um que pede – e nem sabe por que pede o que pede.
Pedir mal é pedir para se perder naquilo que se pede. Sim, pois há petições que fazemos que não será benéfico, pois sua essência nos trará ansiedade e dor. Tiago diz que aquilo que se pede para gastar nas próprias vontades, é aquilo que nos impede de pedir corretamente – sim, um paradoxo.
Portanto a intencionalidade da vontade é o que é preciso aprender a entender. Todavia nossa vontade é na mais ampla condição, inexplorável, pois quando ela surge, já surge configurada à realidade que esperamos ter, ou seja, ela já vem como objeto formado e formatado segundo nossa realidade interior. Ela não vem como possibilidade vem como intencionalidade concreta – por isso sempre peço o que me fará bem – e não mal, mesmo que o bem que suponho ser seja o mal que será.
Portanto não é o que pedimos que anula a petição, mas como pedimos, pois a petição precisa vir carregada da intenção certa, e para isso, só mesmo a presença daquele que sabe pedir como convêm – o Espírito Santo – em nós.
Pense nisso.
domingo, 11 de setembro de 2011
PARA SE CONHECER O CORAÇÃO
"A boca fala do que o coração está cheio." Mateus 12.34
Ora Jesus diz que é muito simples conhecer o próprio coração. Basta ouvir as palavras que saem da boca.
Sim, Jesus diz que pelas palavras podemos saber o que se vai dentro do coração – inclusive – do próprio coração.
Mesmo sendo o coração insondável em suas nuances, ele pode ser discernido pelas palavras que saem da boca da gente, ainda mesmo, quando tais palavras são apenas mentiras e enganos, pois, apesar de enganar a outros – não engana o enganador.
Sim, aquele que fala o que fala, conhece o coração – pois a boca do próprio coração são as palavras da boca de quem fala.
Sim, quando Jesus afirma isso, espera-se com isso, que a gente aprenda a se conhecer, através das palavras que a gente fala, pois nossa construção para a vida e para o espírito se dá na interioridade do nosso coração. Por isso, o próprio Jesus diz, que é nele – no coração- que estão todas as sortes de situações, ou para a vida, ou para a morte – sendo que nele estão as atitudes e comportamentos.
Tudo o que surge em nós e através de nós, procedem do nosso coração, e o coração da gente, a gente conhece pelo que a gente anda dizendo da vida e das coisas da vida.
É possível conhecer a gente, pelo coração da gente através das palavras que a gente fala, e sendo assim, podemos mudar o coração da gente, mudando o conteúdo que a gente tem.
Para se conhecer o coração e preciso ouvir as palavras que saem da boca da gente.
Pare.Ouça-se.
Pense nisso.
quarta-feira, 7 de setembro de 2011
ESTANDO COMO UM VASO QUEBRADO
"...sou como um vaso quebrado." Salmo 31.12
Davi estava com as emoções em pedaços. Senti-a um vaso quebrado.
Algumas vezes a única maneira de nos vermos por completo, é estando assim: em pedaços. Parece um paradoxo: Como se ver completo estando em pedaços? Mas, é justamente por nos fragmentar, que conseguimos nos enxergar da forma que Deus nos enxerga: Frágeis.
Algumas situações em nossa vida têm este poder quebrantador. Vem na gente e contra a gente, com uma força devastadora, que de tão voraz, só mostra pra gente o mal que faz na gente, depois que passa, pois passando deixa os sinais que passou pela gente. Deixa a gente quebrado.
Tais situações quebram a gente por fora, e pior, quebra a gente por dentro e faz dentro da gente um lugar onde, algumas vezes, lutamos pra juntar os pedaços da gente, e tudo isso com o consentimento de Deus.
Por isso a gente tem frustrações, angústias, medos, ansiedades, pecados, e tanta coisa na gente e contra a gente que quebra a gente em pedaços.
Só quem está quebrado sabe onde foi seu ponto de ruptura.
Todavia, estar quebrado não é de todo mal, pode ser terapêutico. Sim, pois assim, até mesmo a trincaduras que carregávamos antes, e nos fazia mal, é exposta quando de todo a gente se quebra, e assim sendo, somos totalmente entregues a recuperação que vem se assim o desejarmos.
Sim, Davi sentia-se um vaso quebrado, entretanto, tal quebrantamento não o lançou no lixo da existência. Não, Davi não se entregou ao concerto da desesperança com sua música da incerteza. Mesmo sentindo-se em pedaços, Davi buscou as mãos poderosas do oleiro – sim – Deus, é o oleiro.
Estar quebrado é reconhecer que nada somos neste mundo que proclama que a gente tudo é. E quando descobrimos que não somos aquilo que contaram da gente pra gente, ficamos em pedaços, pois nada é mais frustrante do que descobrir que não somos o que pensávamos ser.
Estar quebrado é entender que nossas forças não são as forças que temos, e quando utilizamos as forças, que não são nossas, não agüentamos a pressão de viver, e sob tais circunstâncias, buscamos por forças que não existem, e assim, perdermos a própria força, e acabamos enfraquecidos diante dos problemas da vida. Por isso tem tanta gente que só vive na força de calmantes e drogas.
Estar quebrado é reconhecer que nos pedaços que a gente é nada resta, apenas os pedaços, e que nada – nem mesmo a mais poderosa cola – pode remendar aquilo que já foi de novo quebrado pelo peso do pecado e da decepção, portanto, nenhuma cola , cola, aquilo que não se cola mais – assim sendo – só resta o poder do sangue de Jesus, que na Cruz do calvário, não só colou, mas restaurou a imagem do Vaso perfeito em nós: Deus.
Sim, mesmo que a gente não se encaixe nos encaixe da vida, e se quebre tentando estar num molde que não é nosso, assim mesmo, temos conserto nas mãos Daquele que nos faz de novo e não deixa os remendos a vista, pois tais consertos não tem a ver com nossa capacidade de se colar de novo, mas com a capacidade Dele, de fazer da gente, o que a gente é, simplesmente por entender a fragilidade da gente.
Portanto, se você se sente quebrado, aproveite, para conhecer mais sobre você mesmo, pois você e eu sabemos, que não somos aquilo que parecemos ser –somos apenas o que a gente é: um vaso que se quebra todo dia, e só não estamos no lixo da vida, por que temos um reciclador que cata lixo na existência, e leva para o transformador de tudo e de todas as coisas: Jesus.
Pense nisso.
segunda-feira, 5 de setembro de 2011
BRINCANDO DE ESCONDE-ESCONDE EM DEUS
"Aquele que habita no esconderijo do Altíssimo, à sombra do Onipotente descansará." Salmo 91.1
Às vezes é preciso brincar de esconde-esconde na presença de Deus.
Sim, mais que uma brincadeira de criança (ainda que diante de Deus só se é, sendo criança), esconder-se em Deus é uma atitude não de divertimento, mas de proteção: Proteção pra alma.
O salmista sabia bem disso.
Esconder-se em Deus é a única forma de se achar na vida e na história, principalmente quando nossa história vive sob o assédio e atentado do mal e da dor. Sim, o mal e seus representantes trabalham e tramam contra a vida e a história da gente, e contra aquilo que a gente é e pode vir a ser – como possibilidade- na presença de Deus e de suas promessas.
Esconder-se em Deus é vencer as ciladas e laços que não se desenvolvem apenas no caminho da gente, mas também, inclusive e com o potêncial de exclusividade, dentro da gente. Pois o pior laço a ser vencido não é aquele que vemos na estrada, mas aquele que se configura dentro da gente, como vontade da gente, contra a gente, e contra a vontade de Deus na gente. Sim, podemos ser tão viciados na gente, tão drogados neste narcótico da nossa vontade de potência, que o único remédio pra gente, é uma internação profunda nesta clínica de recuperação e desintoxicação de nós mesmos, chamada esconderijo do Altíssimo. Sim, pois lá, há cem por cento de recuperação.
Esconder-se em Deus é não temer a noite que se abate no dia-a-dia da nossa felicidade. Sim, pois tais noites podem ser longas, e é na noturna caminhada que os espantos do desespero e das assombrações da incredulidade se alvoroçam contra todo o projeto de Deus para nós e para aqueles que estão diante de nós. Sim, na vida, a noite carrega a incerteza do certo e a impossibilidade do possível, como resposta às angústias da gente. Mas, quando nos refugiados no Altíssimo, lá todo desencontro da escuridão, encontra-se com a plena luz da misericórdia e aceitação, e então – mesmo no meio da mais intensa dor – descansamos.
Sim, eu quero brincar de esconde-esconde com Deus, e apenas ser achado Nele.
Esconder-se em Deus é experimentar o transcendente e sobrenatural, pois no meio de tanto ceticismo e incredulidade, no meio de tanta filosofia e naturalidade, Ele ainda dá ordem aos anjos, e anjos vêm para servir a gente, daquilo que a gente precisa e não daquilo que a gente quer. Sim, algumas vezes os anjos estão tão próximos da gente, que a gente confunde eles com gente – mas na verdade, são os agentes daquele que nos esconde em si.
Portanto pare de fugir da vida. Encare sua história, pois o refúgio do altíssimo é justamente o lugar de quem está cansado e abatido pelos golpes da vida, da dor, da tragédia e do pecado. Lá, e só lá, a gente descansa sem pressa de sair, e só sai quando já está pronto pra começar tudo de novo.
Sim, o esconde-esconde com Deus é renovação de fé, de força, de esperança, de coragem e vontade – para se seguir em frente, sempre com Deus na frente, por trás e por diante.
Pense nisso.
domingo, 4 de setembro de 2011
EU PRECISO SER SANTO
"...sede vós também santos..." 1 Pedro 1.15
Sim, somos chamados à santidade.
Santidade é separação. Ser santo é estar separado com exclusividade à Deus.
Todavia quando a gente pensa em santidade pensa num monte de coisas que não se deve fazer. A bem da verdade, pode até ser verdade, pois, estar na exclusiva separação, denota-se também a idéia de abstinência de coisas, vontades e ações.
Entretanto, penso que a santidade deve ir além de não faça isso ou não prove aquilo. Santidade não é seguir regras, santidade é mais que comportamento é um movimento da vida cristã, que produz vida espiritual, tanto em quem a pratica, como a quem se envolve com o praticante de tal santidade.
Sim, ser santo é acreditar que a santidade não se polui quando toca com amor aquilo que não é santo, pois a santidade da gente limpa aquilo que o diabo suja. Jesus vivia no meio de tudo, que a religião de seu tempo, chamava “suja” e tinha o poder de limpar tais pessoas e ambientes. Sim, a santidade de verdade, não se confina, ela se relaciona com o mundo “sujo” e, com amor, limpa a sujeira – pois a santidade da gente não é um agente ácido que destrói, mas uma esponja de amor que limpa e purifica – não com censura, mas com exemplo.
Sim, ser santo é colocar o valor da vida acima do valor das coisas. A gente valoriza mais as coisas e as regras das coisas, do que a vida e os agentes da vida. Sim, gostamos de saber o tamanho disso, a cor daquilo, o que pode ou não pode – e esquecemos que a vida está acima das regras. Jesus sempre valorizava as pessoas ao invés de seguir os ritos e ordenanças que a tais depreciavam. O grito da santidade ecoa com o discurso de que a vida vale mais que qualquer regra.
Sim, ser santo é viver a misericórdia de Deus no mundo. Pois é no ambiente desta existência humana desconfigurada, que somos chamados a se “misturar”. Sim, o paradoxo da santidade é este: ser separado para Deus, mas ao mesmo tempo misturado no mundo – e assim, exercendo a misericórdia de Deus. Uma santidade que nos confina na igreja com medo de contaminar-se, não é santidade, pois tal, não se contamina – purifica.
Sim, eu preciso ser santo.
Pois a santidade é exercida no ambiente da dor e do sofrimento humano. Onde abunda a dor, o mal, a miséria da existência caída é onde a santidade de Deus traz restauração, afeto, amor e aceitação. Se a santidade lá não estiver, ser santo será teoria de gente adoecida, trancada dentro de quatro paredes.
A santidade deve sempre valorizar as pessoas e não o modo como elas vivem – pois não há regra maior pra ser santo, do que a do amor. Sim, amor, amoooor.
Sim, eu preciso ser santo no mundo. O mundo precisa de mais santos, não santos de quatro paredes, protegidos pela idéia de que lá dentro do templo estou seguro. Sim, Deus quer fazer-nos santos, para nos misturar num mundo adoecido pelo mal e pelo pecado – mas, não para condená-lo, e sim amar aqueles que precisam de amor.
O santo não tem preconceito. Tem amor.
Sim, ser santo é nosso maior desafio.
Pense nisso.
Sim, somos chamados à santidade.
Santidade é separação. Ser santo é estar separado com exclusividade à Deus.
Todavia quando a gente pensa em santidade pensa num monte de coisas que não se deve fazer. A bem da verdade, pode até ser verdade, pois, estar na exclusiva separação, denota-se também a idéia de abstinência de coisas, vontades e ações.
Entretanto, penso que a santidade deve ir além de não faça isso ou não prove aquilo. Santidade não é seguir regras, santidade é mais que comportamento é um movimento da vida cristã, que produz vida espiritual, tanto em quem a pratica, como a quem se envolve com o praticante de tal santidade.
Sim, ser santo é acreditar que a santidade não se polui quando toca com amor aquilo que não é santo, pois a santidade da gente limpa aquilo que o diabo suja. Jesus vivia no meio de tudo, que a religião de seu tempo, chamava “suja” e tinha o poder de limpar tais pessoas e ambientes. Sim, a santidade de verdade, não se confina, ela se relaciona com o mundo “sujo” e, com amor, limpa a sujeira – pois a santidade da gente não é um agente ácido que destrói, mas uma esponja de amor que limpa e purifica – não com censura, mas com exemplo.
Sim, ser santo é colocar o valor da vida acima do valor das coisas. A gente valoriza mais as coisas e as regras das coisas, do que a vida e os agentes da vida. Sim, gostamos de saber o tamanho disso, a cor daquilo, o que pode ou não pode – e esquecemos que a vida está acima das regras. Jesus sempre valorizava as pessoas ao invés de seguir os ritos e ordenanças que a tais depreciavam. O grito da santidade ecoa com o discurso de que a vida vale mais que qualquer regra.
Sim, ser santo é viver a misericórdia de Deus no mundo. Pois é no ambiente desta existência humana desconfigurada, que somos chamados a se “misturar”. Sim, o paradoxo da santidade é este: ser separado para Deus, mas ao mesmo tempo misturado no mundo – e assim, exercendo a misericórdia de Deus. Uma santidade que nos confina na igreja com medo de contaminar-se, não é santidade, pois tal, não se contamina – purifica.
Sim, eu preciso ser santo.
Pois a santidade é exercida no ambiente da dor e do sofrimento humano. Onde abunda a dor, o mal, a miséria da existência caída é onde a santidade de Deus traz restauração, afeto, amor e aceitação. Se a santidade lá não estiver, ser santo será teoria de gente adoecida, trancada dentro de quatro paredes.
A santidade deve sempre valorizar as pessoas e não o modo como elas vivem – pois não há regra maior pra ser santo, do que a do amor. Sim, amor, amoooor.
Sim, eu preciso ser santo no mundo. O mundo precisa de mais santos, não santos de quatro paredes, protegidos pela idéia de que lá dentro do templo estou seguro. Sim, Deus quer fazer-nos santos, para nos misturar num mundo adoecido pelo mal e pelo pecado – mas, não para condená-lo, e sim amar aqueles que precisam de amor.
O santo não tem preconceito. Tem amor.
Sim, ser santo é nosso maior desafio.
Pense nisso.
sexta-feira, 2 de setembro de 2011
COISAS QUE DEUS NÃO PODE FAZER
“Porque para Deus nada é impossível” Lucas 1.37
Deus não conhece limites e não há impossibilidades que Ele não torne possível, ou seja, não há impossíveis para Deus.
Ele é onipotente, têm, retém e detém todo o poder.
Todavia existem algumas coisas que Ele não faz, pois lhes são impossíveis. Sim, mesmo parecendo um grande paradoxo, há coisas que Deus não é capaz de fazer. Não por não ter o poder para tal, mas porque, realizar tais possibilidades, é contrário ao seu caráter.
Sim, há coisas que Deus não pode fazer.
Deus não pode mentir. É, Ele não pode. A mentira é inerente ao homem. Ela é destrutiva tanto para aquele que mente tanto para aquele que a ouve. E Deus não mente – é impossível para Ele.
Deus não mente. “... para que por duas coisas imutáveis, nas quais é impossível que Deus minta.” (Hebreus 6.18)
E por Deus não mentir, Ele nós dá a certeza de que aquilo que Ele promete Ele cumpre. Portanto, o fato de ser impossível a Deus mentir, torna possível que todas as promessas que temos, seja, Nele, a mais pura verdade, e então, há nelas a sua mais cabal realização. Sim, se Ele promete, Ele cumpre.
E por Deus não mentir, Ele não brinca com nossas emoções, pois não alimenta falsas esperanças, nem nos submete a um mundo de ilusão. Andar com este Deus, que não tem condições de mentir, é viver num ambiente de certeza e possibilidade, e caminhar na mais segura condição existencial.
Deus não pode cansar-se. É, Ele não se cansa. “Não sabes, não ouviste que o eterno Deus, o Senhor, o Criador dos confins da terra, não se cansa, nem se fatiga”? (Isaias 40.28)
Sim, o fato de que Ele não se cansa, dá-nos a certeza de que ele não desiste de mim nem de você. Com certeza já encontramos quem se cansa da gente. Não agüenta mais tentar com a gente, ou mudar a gente – mas é impossível a Deus se cansar – então, Ele não abre mão de você nem de mim.
Sim, por isso nem eu nem você somos um caso perdido. Podemos ser para alguém que tentou, tentou e já desistiu – mas Deus não se cansa de nós – não se cansa da gente – Ele vai até fim.
Deus não desiste de você.
Deus não pode deixar de nos amar. É, Ele não pode. “... Com amor eterno te amei...” (Jeremias 31.3)
O amor de Deus por você e por mim é eterno.
O abandono emocional é um dos piores males deste nosso século. Mesmo acompanhado, a gente, algumas vezes, não se sente amado, ou até mesmo não ama.
O amor é o descrédito das emoções adoecidas pela solidão, ou seja, muita gente se sente incapaz de amar, por não sentir-se amada.
Deus, portanto, não é capaz de deixar de nos amar. Assim sendo, há um invólucro amoroso no relacionamento Divino, que nos preenche com um sentimento de completa aceitação.
Sim. Aceitação.
Sim, sou aceito e amado – ainda que Ele me transforme – não preciso ser transformando para ser amado, sou amado, por isso me transformo.
Não preciso preencher requisitos.
Nem ter o corpo da moda.
Nem o peso e as medidas físicas da moda.
Não preciso da roupa da moda.
Do rosto da moda.
Dos formatos anatômicos da moda.
Não preciso do carro da moda.
Do namoro ou namorado da moda, mesmo que se confundam quais é o sexo deles.
Não preciso da sexualidade da moda. Não preciso ser Bi, nem Hetero, nem Homo... Basta apenas permitir que Ele me ame, pois me amando, serei transformando, não pela lei, nem pelo preconceito – mas pelo amor de Deus, em mim.
Não preciso de nada disso pra ser amado. Ou para permanecer na esfera deste amor.
Deus me ama. Simples assim.
Portanto, toda transformação que a gente tem, não vem da gente – vem deste amor que é incapaz de acabar. Deus não aceita meus erros e meus pecados, mas Ele não deixa de me amar – Ele insiste em me transformar em amor.
Sim, Deus não pode mentir. Deus não pode se cansar de mim. Deus não pode deixar de me amar. Isso é impossível pra Ele.
Olhe pra você e Pense nisso.
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