FACEBOOK

quarta-feira, 30 de março de 2011

DÚVIDA, EIS A CERTEZA.


"E João, chamando dois dos seus discípulos, enviou-as a Jesus, dizendo: és tú aquele que havia de vir ou esperamos outro?" - Lucas 1.19

É, a dúvida não escolhe o coração e chega de acordo com a realidade que estamos vivendo.

João Batista sentiu isso.

Nem mesmo toda comunhão que se pode ter com Jesus, livra o coração de alguns momentos de dúvida.

João profetizou sobre Jesus.
João batizou Jesus.
João testemunhou sobre a Divindade de Jesus.

Todavia, diante da prisão e da eminente morte – o coração de João sucumbiu à incerteza de tudo que tinha por certo.

Também somos assim. Num dia temos tudo por certo. No outro a incerteza permeia nosso coração e nos leva a questionar, se o que vivemos e fazemos, vale mesmo à pena.

A dúvida de João foi : "Valeu à pena, ou perdi meu tempo?"

És tu mesmo, ou devemos esperar outro...?”
“Eu estou preso: Você vem me libertar?"
“Afinal de conta, fiz tudo o que deveria ser feito...”

Não importa qual seja a retórica da dúvida. Ela está em cada um de nós.

Jesus trata a dúvida de João da maneira mais apropriada para vencer a dúvida: Pela Palavra.

Sim. A única forma de vencer a dúvida que nos leva a questionar a realidade é enfrentar a realidade pela Palavra de Deus.

Jesus responde a João, não o mandando ter mais fé. Nem orar mais, ou jejuar uma semana. Jesus responde a João, lembrando-lhe que as promessas feitas, antes de sua vinda, estão agora se cumprindo.

“... Ide e anunciai a João o que tendes visto e ouvido: os cegos vêem, os coxos andam, os leprosos são purificados, os surdos ouvem, os mortos ressuscitam e aos pobres anuncia-se o evangelho.”

Sim. A dúvida não pode impedir a promessa de Deus. Portanto, mesmo que ela (a dúvida) tenha assaltado teu coração por causa da circunstância que você esta vivendo, lembre-se, que nada pode mudar a Palavra de Deus a seu respeito, e mesmo diante de toda a dúvida do seu coração, Jesus não deixará você sem resposta.

E mais, Ele continua testemunhando sua fé. Sim, mesmo nos momentos das dúvidas mais cruciantes dentro de nós, Jesus não nos deixa como alguém que não corresponde às expectativas, pelo contrário, Ele ainda testemunha de nós.

“E eu vos digo que, entre os nascidos de mulheres, não há mior profeta do que João Batista..."


Sim. Vale a pena andar com Jesus – mesmo que no caminho surjam dúvidas.

Pense nisso.

domingo, 27 de março de 2011

QUE A MENTE PENSE

Que a mente, mente
E não percebe
Que a frente
A vida acontece.

Que a mente, pense
Que a mente
Pensa somente,
E não faz o que pensa.

Que a mente, viva
A semente
Que a frente se planta
No consciente.

Que a mente, simplesmente pense.

quinta-feira, 24 de março de 2011

APLAUSO DO CÉU

"E disse o Senhor a Satanás: Observaste tu a meu servo Jó? Por que ninguém há na terra semelhante a ele, homem sincero, e reto, e temente a Deus, e desviando-se do mal." Jó 1.8

Sim. Gostamos constantemente de aplausos e elogios.


Buscamos sempre o reconhecimento dos outros – para que nós mesmos tenhamos condições de nos afirmamos diante de nós. Ou seja, com aplausos e elogios, pensamos ser alguma coisa – e assim sendo – sonhamos ser felizes.

Ledo e puro engano.

A realização não vem pelos aplausos e elogios dos outros.

Vem do aplauso do céu. E céu aplaude diante desta capacidade de vencer as crises e desafios que a vida propõe, pelo caminho da fé em Jesus Cristo.

Sim. Deus elogio Jó. O céu aplaudia este homem. Contudo o que o torna especial – não são seus atributos públicos, mas sua vida secreta. Sim, o que Deus olha e aplaude em nós, não é o que de nós se vê – mas o que em nós está. Os aplausos públicos vêm do que em nós se vê – o aplauso do céu vem do que em nós está.

O diabo via em Jó o que Jó tinha. Tanto que seu argumento diante de Deus era que tal sinceridade estava associada ao que ele possuía – Portanto era feliz.

Sim, a vida reage assim a nós. Vale-se o quanto se pesa, e quando de nós subtrai-se o que temos o diabo tenta anular o que somos. Sim, porque para muitos ter é ser. Só se realiza se tiver o que se deseja, e isso para afirmar-se diante dos demais. Sim, somos infantis a este ponto. Por isso Deus permitiu que o diabo tirasse de Jó tudo o que Jó tinha, para mostrar-lhe tudo que Jó era.

Deus não nós olha assim – ele vê o que somos – e sendo o que somos podemos vencer a ausência do que não temos ou do que tínhamos e perdemos. E assim crescermos mais, e tornarmo-nos melhores – ao ponto de, ter a condição emocional e espiritual, para termos o dobro do que pensamos ter perdido. Sim, foi isso que Deus fez com Jó. Deu-lhe tudo em dobro.

Sim, o aplauso que nos torna melhores, não são os que dependem do nosso desempenho, mas aquele que vem – Daquele que conhece a gente pelo que a gente é. Ele conhece a gente pelo que a gente é, pois sabe o que a gente tem condições de enfrentar na vida. Ele sabia que Jó poderia passar por tudo que passou.

Portanto hoje é o dia de você esquecer o que pensam ou dizem de você e entender que a vida será aplaudida pelo céu à medida que você entregar-se aquilo que você é, e deixar que a bondosa mão de Deus te guie – ainda que o caminho seja difícil.

Pense nisso.

terça-feira, 22 de março de 2011

O GRITO

Do grito o grito foi calado
E não dado o grito
Ninguém ouviu
E então não foi dado o grito.

E tudo se calou.

E no grito do aflito
Só se escutou o ruído do choro
Que a noite abafa em sua solidão
E o grito não foi dado.

E a tristeza pensa que reinou.

E mesmo no silêncio do grito não dado
Ouvi-se na esperança o grito,
Pois se o choro pode durar à noite
No amanhacer a riso brota no rosto.

E a esperança de novo brotou.

SONETO DA (IN) EXISTÊNCIA

Vejo-me quebrado pela vaidade de ser quem quero ser
E menos tosco acordo para aquilo que sou.
Não sei se sei ao certo
Se tudo no fim da certo.

Então não sendo o que sou
Vou sendo o que sei ser
E sei que isso não basta a mim.

E sei que sem ser o que sei ser
Não serei o que sei que nasci pra ser
E assim, não sendo – não serei.

segunda-feira, 21 de março de 2011

REALIDADE VIRTUAL

“... de maneira que aquilo que se vê não foi feito do que é aparente.” Hebreus 11.3


Ora. Algumas vezes perdemos a perspectiva da realidade por que olhamos demasiado para ela. Sim, parece um paradoxo – mas quanto mais nós olhamos para aquilo que vivemos – como realidade (algumas vezes angustiante) mais nós perdemos o sentido do real, pois temos a capacidade de olhar todo o momento como o todo da existência. Como se aquilo realmente fosse à realidade de toda nossa história.

E isso nos destrói.

O escritor de Hebreus diz que aquilo que vemos como realidade – não contém de fato a realidade – mas apenas uma fantasia do real. E aquilo que não vemos como real – é de fato a realidade que nos condiciona na história e na existência. Sim, nós vivemos e nos movemos numa realidade virtual, e tal realidade tenta ditar nossa existência real. Por isso algumas vezes nós não nos perdermos apenas das coisas e das pessoas – nós nos perdemos de nós. Deixamos de crer que nossa história pode mudar.

Portanto, diante de qualquer calamidade, crise, medo, desespero ou quaisquer de suas manifestações, que vem sobre nós com a roupa do real – nós podemos manter a fé num Deus que não vê o que se manifesta –num primeiro momento – mas que sabe o que se passa por detrás desta realidade efêmera.

Pois o que há de ser ainda será – mesmo que as conjunções do momento digam que já é. Sim. Nada que pode ter acabado nesta realidade, acabou de fato na realidade de Deus.

O que é feito não é feito do que parece.

Pense nisso.

sexta-feira, 18 de março de 2011

FRAGMENTOS 9 - DEUS NÃO PODE TUDO

As vezes, dizemos: Deus pode tudo!
Não, Deus não pode tudo.
Deus não pode senão o que pode o Amor. Porque Ele não é senão o Amor.
Todavia o amor pode tudo. (ICo. 13)
E sempre que nós saímos da esfera do amor, enganamo-nos sobre Deus e estamos a ponto de fabricar um qualquer Júpiter".


Pense nisso!

quarta-feira, 16 de março de 2011

A VIDA DE VENTO

"O vento assopra onde quer, e ouves a sua voz, mas não sabes donde vem, nem para onde vai; assim é todo aquele que é nascido do Espírito." João 3.8


O vento é a manifestação mais poderosa da natureza. Não podemos detê-lo.

Jesus diz que, aquele que nasce do Espírito é como o vento.Sim. Isso é poderoso.

Todavia o que torna isso muito mais fantástico, nesta vida de vento, são as possibilidades que estar em Cristo, e nascido do seu Espírito nos proporciona.

Sim, Jesus diz, dentre outras coisas, que, a vida de vento não tem referências históricas e nem geografias existenciais. Sim, Ele diz que o vento sopra onde quer, e melhor ainda, "não sabes de onde vem, nem para onde vai..." Eis aqui duas coisas que nos prendem: Os acontecimentos do passado e a ansiedade com o futuro. Sim. Somos seres presos aos acontecimentos de trás, e trazemos para o presente toda a carga das angustias e frustrações passadas, então a configuração do "ontem" anula-nos como pessoas, hoje.

Por isso tem muita gente que vive hoje, mas ainda existe no ontem. Jesus diz que, a vida no Espírito perde suas referencias no passado: Não sabes de onde vem.

Também o futuro é aprisionador. Sim, mesmo ainda não tendo se manifestado como há de ser, olhamos o futuro com tanta ansiedade, que o trazemos dentro de nossas próprias concepções. O fato é que, algumas vezes, configuramos o futuro fora, e de fato e verdade, daquilo que ele realmente é, e assim sendo, tornamo-nos refém de um inimigo que ainda não existe: a ansiedade do que pode acontecer.

Jesus nos liberta quando diz que não importa de onde vem (passado) nem para onde vai (futuro), mas o que realmente importa é Quem está nos levando: O próprio Senhor Jesus.

Nada pode nos destituir desta graça. Nem mesmo as desgraças do passado, ou as projeção da ansiedade, relacionadas ao futuro. Tudo termina aqui, no hoje quando nos lançamos nos braços de Jesus. Ele, que conhece o passado, e já preparou o futuro, sabe muito bem cuidar de mim e de você.

Pensei nisso.

terça-feira, 15 de março de 2011

FRAGMENTOS 8 - DOS RESTOS E OUTRAS SOBRAS.

Algumas vezes o que resta, apenas, são os restos do que sobra de nós.
E dos nossos restos, Jesus consegue nos refazer e transformar-nos em novo de novo.
E aquilo que apenas em nós era resto, acaba servindo de remédio aos outros.
Sim, o maior reciclador ainda é Jesus. Ele sabe trabalhar com o que sobra de nós.
Com nossos restos.

Pense nisso!

sábado, 12 de março de 2011

TUDO COOPERA

"E sabemos que todas as coisas contribuem juntamente para o bem daqueles que amam a Deus, daqueles que são chamados por seu decreto." Romanos 8.28

Sim. O produto final manufaturado por Deus através de nossa vida redundará em benção para nós.


Sim. Todas as coisas cooperam para nosso bem.

Todavia o processo que as coisas geram, e os meios que tais coisas se manifestam em nossas vidas, produzem a princípio – certa angústia e ansiedade. Sim, nós não sabemos discernir que tais coisas – ainda que amargas e confusas – podem no fim, resultar em grandes alegrias e benção para nós próprios.

Portanto, o que importa não é o processo de manufatura Divina. Não é o que acontece nesta linha de produção de nosso caráter e fé – mas sim o produto final, ou seja, homens e mulheres totalmente redimidos e satisfeitos com os feitos de Deus, em nós e através de nós.

Por isso, ainda que as coisas que te sucedam não sejam promotoras de alegria e bondade existencial – Paulo diz, que mesmo assim, elas cooperam para o seu bem, então, fazem parte de um projeto de alegria e felicidade que são próprios do próprio Deus.

O discernimento que precisamos, não é para sabermos se tal fato é ou não agradável, mas sim, para saber que, no final de tudo – ainda que fora do senso comum – minha situação será benéfica a mim.

Sim. Deus pode fazer isso.

O elemento que nos mantém nesta linha de transformação das coisas em boas coisas é o amor a Deus. Pois amar a Deus não é apenas algo da transcendência do ser – É antes de tudo o entendimento da própria natureza.

Pense nisso.

sexta-feira, 11 de março de 2011

A CANÇÃO DO GALO


“Disse-lhe Pedro: Por que não posso seguir-te agora. Por ti darei a minha vida. Respondeu-lhe Jesus: Tu darás a tua vida por mim. Na verdade, na verdade te digo: Não cantará o galo enquanto me não tiveres negado três vezes. João 13.37-38


Sim, a presunção é um perigo.

Pedro soube disso, de uma forma muito direta.

A presunção – presume – que estamos num patamar de espiritualidade acima e mais elevada que os outros e, portanto, prometemos a nós, aos outros e a Deus, coisas que não podemos cumprir. Ela engana em si mesma, quando reflete ser aquilo que não é, e assim sendo, concebe uma condição de capacidade que não tem.

O remédio para tal mal é a realidade nua e crua.

 A terapia para receber a cura é ouvir a canção do galo.

 Sim, somente deparando com nossa real condição – e esta sob pressão – é que descobrimos quanta presunção há dentro de nós.

Não. Nós não somos super heróis. Somos apenas pessoas frágeis que tentam seguir Jesus, e, quando não conseguimos com a própria capacidade, Ele mesmo nos conduz em sua graça e misericórdia.

Sim, Jesus vem a nós.

Pense nisso.

quinta-feira, 10 de março de 2011

DA FACE E OUTRAS MÁSCARAS


"Mas todos nós, com rosto descoberto, refletindo como um espelho a glória do Senhor, somos transformados de glória em glória na mesma imagem, como pelo Espírito do Senhor." 2 Co 3:18



Sim, existe um lugar onde podemos nos desmascarar. Este lugar é na presença de Deus. Paulo diz que neste lugar podemos ir com o rosto descoberto.

Sim, algumas vezes a máscara que se usa não é para esconder-se dos outros – mas de si mesmo – diante de Deus. Pois diante de tal Ser majestático – possuidor de tamanha glória – nenhuma aparência resiste à verdade que emana Dele.

Sim, desmascarar é libertador, pois quando não muito, a máscara já está apegada a face, e move-la não só expõe, mas também machuca, quem assim procede. Por isso, é preferível continuar com a falsa aparência, que na realidade só tem de falsa a retórica da palavra, pois quando a máscara permanece sobre a face por muito tempo, ela se torna parte daquilo se deseja ser. Então, passa-se a acreditar na própria falsa verdade da aparência.

Muitos acreditam na própria mentira que contam sobre si, e a tal fato todos estão presos.

Portanto, vemos em enigma – por imagem – mas ainda veremos a nós mesmos como de fato somos, e então mostraremos a nossa própria face.

Então para desmascarar-se é preciso vestir-se de Jesus Cristo e em Jesus Cristo – onde a verdade é tão pura, que se reflete em nós, e, portanto, toda a mentira do ser, se rende a Verdade que há na vida.

Desmascare-se.

Pense nisso.

FRAGMENTOS 7 - O GRITO DO SILÊNCIO

Algumas vezes o silêncio é o grito mais alto que podemos dar, para que as pessoas possam de fato ouvir, o que estamos tentando dizer. Nem todo silêncio é a ausência de palavras. Sim, pode-se dizer muito – sem ao menos – abrir a boca. Portanto em alguns casos, o melhor que se pode fazer, para ser ouvido, é calar a boca.


Pense nisso.

quarta-feira, 9 de março de 2011

GUERRA CIVIL

“Porque não faço o bem que quero, mas o mal que não quero esse faço.” Romanos 7.19


Sim. O que Paulo esta dizendo é que temos uma guerra civil travando-se dentro de nós. Sim. Um conflito interno que nos debilita, pois a guerra se trava no nosso interior.

Duas forças que se opõe e se rebelam mutuamente e que lutam pela nossa condição existencial.

Paulo diz, que a vontade da vontade, ou seja, a carne e suas manifestações e a vontade de fazer a vontade de Deus, geram em nosso interior uma ambigüidade do ser. Duas vontades que se manifestam num mesmo lugar.

Sim. A carne e suas manifestações têm o poder de gerar certa esquizôfrenia espiritual – pois – sendo a vontade da vontade a grande inimiga da vontade que temos de fazer a vontade de Deus, sentimos então, como manifestação da vontade, a vontade de se entregar a própria vontade que pode levar-nos à destruição.

O grito do apóstolo é contundente: “Miserável homem que eu sou...”

Sim, o que está guerra produz é nossa própria miséria.

Todavia Paulo alerta-nos que esta guerra é vencida pela força de paz, que vem do céu. Jesus é o comandante desta força que produz a pacificação do nosso ser, em meio a todas as ações destrutivas desta guerra, e a arma é a Graça.

Sim. A graça de Deus em Cristo Jesus é o que nos mantém sóbrios diante de tamanha batalha. Por isso, mesmo que a guerra seja intensa dentro de si, saiba que a vitória sempre será Daquele que já era antes de sermos o que somos. Jesus.

A lei que prevalecerá sempre, mesmo diante de tal conflito, será a lei de Cristo, e ela, segundo Paulo, não é vivida nos membros (isto é, no nosso corpo), mas no entendimento. Então, para vencer nesta guerra é preciso sanitarizar nossos pensamentos. Renovar a mente.

Sim. Toda guerra começa e termina na mente.

Pense nisso

terça-feira, 8 de março de 2011

NÃO QUERO SER UMA GELEIRA



“E por se multiplicar a iniqüidade, o amor de muitos se esfriara” – Mateus 24.12

Ora vejo-me desalentado nestes últimos dias. Não o desalento daquela tristeza que nos rouba a vontade de viver, Não, pelo contrário, sinto-me cada vez com mais desejo de viver. Viver em favor dos outros – aqueles outros pelo qual ninguém se interessa. Meu desalento é pela letárgica postura que assumimos, algumas vezes, como cristãos que somos.

Jesus disse que a multiplicação da iniqüidade afetaria nossa capacidade de amar, ou seja, quanto maior a crueldade humana, menos nossa capacidade de interagir com as vitimas desta crueldade.

Estou aqui, neste exato momento, escrevendo e pensando no Haiti, em especial, nas centenas de crianças que estamos tentando ajudar e nas milhares que se encontram sem ninguém do seu lado. E o que me faz pensar nisso é o contraste que há entre nossas ações e aquelas necessidades. Somos um povo (crente) do discurso, das ilustrações e das piedades teóricas – mas poucos práticos em nossas ações. Zelamos muito pelas estruturas, formas e hierarquias e bem pouco pelas pessoas, pelos pobres e excluídos.

Estava numa igreja dia desses e não pude pedir ajuda ali, pois, eu não tinha a permissão do ministério, conformei-me é claro (nem todo mundo é obrigado a ajudar), e então pedi para oramos pelo Haiti – pois não precisamos pedir permissões para orar – mas, como o horário – rígido - do culto já havia extravasado bastante (15 minutos além do costume) o líder desta igreja nem sequer lembrou-se de orar. O culto terminou. Todos foram embora.

Sim, eu tenho medo de me esfriar. Tenho medo de congelar meu coração. Tenho medo de mesmo tendo um discurso piedoso, minhas ações serem desta geleira religiosa, que geri o coração de muitos lideres e pastores contemporâneos. Sim, eu tenho medo. O gelo das estruturas e templos decorados com o mármore e o granito, ornamentado pelos objetos de luxo e móveis de alto padrão, reflete bem o caráter de nosso compromisso missionário.

Não... Eu não quero ser uma geleira.

segunda-feira, 7 de março de 2011

OLHOS DE VER. OLHOS DE CRER.

“... que lhe abras os olhos para que veja...” 2 Rs 6.17


Sim. Nós temos olhos de ver. Mas precisamos mais dos olhos de crer.

A visão é algo importante, pois através dela é que podemos nos locomover na vida e pelas vias da vida. Todavia tal caminhar pela vida só nos é possível quando vemos o que se passa por ela e qual o caminho que nos é apresentado. Então, algumas vezes, seguir neste caminho é quase insuportável, pois o que vemos muitas vezes é desanimador.

A visão de ver não pode suprir nossa necessidade de se chegar onde se planeja, pois tal visão apenas vê o que os olhos vêem, e nem sempre o vislumbre dos fatos é animador. Sim. Algumas vezes estamos vendo apenas as tragédias da vida e a dor do cotidiano.

Por isso precisamos dos olhos de crer.

Os olhos que crê não é o que se vê – mas aquilo que Deus mostra. Olhos que, ainda que não vislumbrem o caminho do que se vê, continua caminhando com os olhos Daquele que tudo vê.

Sim. Precisamos dos olhos de crer para podermos ver a grandiosidade da fé, e a provisão que a esperança – mesmo na incerteza – pode produzir como produto da promessa de Deus pra nós.

Sim. Precisamos dos olhos de crer para ver que maiores são aqueles que estão conosco – no oculto dos fatos – do que aqueles que vemos ao nosso lado. Isso. Os que estão ao alcance dos olhos nem sempre estão ao nosso lado, mas aqueles que os olhos de ver não vêem – são de fato aqueles que do nosso lado sempre estão.

Sim. Precisamos dos olhos de crer para podermos ver a terra que ainda não está ao alcance dos olhos – e assim tomarmos posse da herança da alegria – pela fé de seguir para uma terra que ainda será mostrada. E nesta estrada sem caminho a seguir – seguimos pela fé na direção Daquele que nos leva – ainda que nossos olhos não o vejam.

Sim. Temos olhos de ver para crer.

Mas precisamos de olhos de crer, para então, podermos ver as coisas como de fato são.

Pense nisso.

sexta-feira, 4 de março de 2011

A GLÓRIA DA AFLIÇÃO


Porque para mim tenho por certo que as aflições deste tempo presente não são para comparar com a glória que em nós há de ser revelada. Romanos 8:18

Sim. Paulo diz que nenhuma aflição é inglória.


Nada que se passa neste tempo presente, como manifestação de aflição ou dor, que tem o poder de roubar a esperança – pode de fato – roubar de nós a esperança, pois, segundo Paulo, esta aflição apenas é o prólogo da glória.

Sim. Esta glória que nós da esperança é a glória que virá. A glória que vem é a glória que se espera, e ela tem o poder de abafar todo o grito do desespero, que tenta invadir nossa alma. Sim, por que o desespero pode ser real. Agora. No tempo presente.

O mais interessante desta esperança de glória, é que o verbo da aflição, ainda que conjugado no tempo presente, não pode ofuscar a grandiosidade do tempo futuro – ou seja – aquilo que você vive hoje como manifestação de aflição não pode e nem poderá impedir a alegria da glória – futura – de atingir teu coração agora. Sim. Mesmo agora com toda a aflição que se pode viver – temos a esperança de um amanhã de glória – que se manifesta hoje e me dá paz para esperar.

Portanto, aprenda a viver com o coração de hoje, mas com o pulsar na esperança da glória futura.

A maior ferramenta do mal e de todas as suas manifestações é fazer com que percamos o senso do que há de vir. Por isso, a esperança é a maior arma contra as ciladas que aprisionam nosso coração no presente aflito.

Há uma glória a ser revelada. Ser revelada em nós. Ser revelada em você. Na sua casa, na sua família, no seu casamento, nas manisfetações da sua existência. Uma esperança que não é apenas futura é também presente, pois mesmo que ainda há de ser, ela já é agora – pois Paulo se consola com ela, ainda que ela aqui não esteja.

Então descanse. Pois o que há de vir virá, não tardará.

Pense nisso.

quinta-feira, 3 de março de 2011

VONTADE DE POSSUIR AS NAÇÕES


“Pede-me, e eu te darei as nações por herança...” Salmo 2.8


Pedir é um ato exclusivo de quem têm desejo por alguma coisa.

Só pedimos porque temos uma determinada vontade.

Nada é pedido aleatoriamente, e mesmo que aconteça de alguma coisa sem alvo de uma petição, ainda que sem um propósito definido, todavia o que motivará tal pedido será no mínimo a curiosidade.

Por que estou dizendo isso. Porque um pedido é fruto da vontade de ter alguma coisa.

Na voz do salmista, Deus nos convida a desenvolver uma vontade, a vontade de possuir as nações. Ele nos manda pedir, mas para pedir devemos querer.

Ora, vejo aqui uma coisa interessante. O avanço missionário, que sempre vai gerar um clamor missionário, começa primeiro, com a minha vontade. Vontade de que as nações conheçam a grande redenção em Jesus, Salvador. A proposta Divina é simples: Se houver vontade, haverá petição, se houver petição haverá entrega “... e te darei as nações por herança...”

Nosso problema não é falto de recursos, falta de pessoal, falta de estruturas, falta disso ou daquilo. Nosso problema é falta de vontade. Vontade de ver a Glória do Senhor sobre povos e nações.

Analise suas últimas petições a Deus e você vai saber perfeitamente do que seu coração esta cheio de vontade.

CRIANCAS DO PROJETO CONEXAO HAITI - Pr Marcelo Satiro

quarta-feira, 2 de março de 2011

DEUS, ABRAÃO E NOSSA CHAMADA MISSIONÁRIA


DEUS

Deus sempre tem um plano estratégico para cumprir seus desígnios. Tudo começa com Deus, dentro de uma visão ainda invisível ao Homem. O chamado de Deus para Abraão foi para que este vislumbrasse aquilo que, ainda era invisível aos seus próprios olhos “Uma terra que te mostrarei...”. É assim que Deus trabalha, revelando seus planos somente à medida que aceitamos sua vontade. Então, para caminhar com Deus, neste caminho missionário de proclamar sua glória, acima de tudo com nossa vida e vocação, é necessário, primeiro, atender sua vontade mesmo não sabendo onde ela pode nos levar. “Eu convido você a abraçar esta causa, a correr este risco, a apegar-se a esta visão mesmo que as questões mais primordiais de sua vida permaneçam sem as imediatas respostas, uma coisa sempre será certo, o final será de benção...” Em ti serão benditas todas as famílias da terra...”.

ABRAÃO

Abraão é convidado a deixar tudo. Sair é um chamado para não levar nada. Sair traz a idéia de romper com os vínculos imediatos de uma existência. Inclusive usamos um termo que denota bem esta idéia: "Eu saí às pressas” para explicarmos, às vezes, o motivo de termos deixado algo para traz. Não podemos levar o estilo de vida antigo para dentro do chamado de Deus. Abraão não foi chamado apenas para sair de uma região geografia, ele foi chamado a sair de um estilo de vida, que não combinava com a nova proposta vocacional de Deus. Ainda percebo ser assim, quando se trata de uma postura pessoal diante da proposta Divina de uma chamada. O velho sempre deve ficar pra traz. Velhos anseios, velhos sonhos, velhas idéias de mundo, de hábitos, de vontades. Para viver a proposta do chamado de Deus é necessário sair, sair de si mesmo.

NOSSA CHAMADA MISSIONÁRIA

As implicações para nossa chamada são muitas, entretanto duas são de extrema importância. Primeira nossa chamada não é nossa é de Deus. É Ele quem chama, quem orienta onde devemos i,r e nos pede para confiar mesmo quando não sabemos onde ela nos levará. A chamada não é minha, não sãos os meus planos que Deus abençõa, não são as minhas estratégias que funcionam, não são as minhas capacidades que faz a diferença, e sim e apenas isso, a minha obediência diante do desafio de ser benção para aqueles que Deus quer buscar. Para viver uma grande chamada é necessária uma grande obediência. Segunda, se eu não aprender a sair, eu não posso entrar na visão Divina. Este sair não é apenas geograficamente, talvez sair de um determinado lugar é até tarefa fácil, entretanto tirar determinados lugares com suas cargas existenciais de dentro do ser é o grande desafio que temos de enfrentar. Este foi o desafio de Abraão, não apenas sair do seu país, da sua casa e da sua família, mas deixar todas as cargas existenciais de tais relacionamentos e esvaziar-se de tudo, para entrar na visão de Deus, vazio. Eis ai onde começa nossa chamada missionária: quando esvaziamos nosso ser de tudo que carregamos como vontades e fixações e permitimos por vazios estarmos, que Deus nos encha de uma nova perspectiva, que nos convida a caminhar, apenas, na dependência de sua perfeita vontade. E a isso nós podemos chamar de fé.