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terça-feira, 29 de novembro de 2011

PARA ONDE VOCÊ ESTÁ OLHANDO?


"Olhando para Jesus..." Hebreus 12.2

Nosso olhar determina nosso caminho.

Temos a tendência de andar em direção àquilo que vemos, pois é pelo olhar que orientamos nossa caminhada na existência.

Todavia, quando olhamos mal a tendência da vida é ir mal, pois sendo, nosso olhar determinante, somos levados pelo caminho que o olhar escolhe.

Quando o foco do olhar muda, toda a vida muda.

Portanto a melhor maneira de seguir adiante é olhando para Jesus.

Quando olhamos para Jesus aprendemos a ver as coisas com as coisas não são, pois aquilo que parece ser não sendo, ganha, nesta ótica de Cristo a real aparência que tem, e assim sendo, temos condições de discernir bem o caminho e não cair no engano do olhar que pode nos levar ao precipício.

Quando olhamos para Jesus aprendemos a ver os outros como os outros são diante do olhar de Jesus, ou seja, aprendemos a ver as pessoas não como as pessoas parecem ser, mas como Jesus as vê, e se assim aprendendo a vê-las, vamos começar novas estruturas de relacionamentos, pois os defeitos que nossa visão nos mostra a respeito do outro, será curada pelo olhar de Jesus, pois, se aprendermos a ver os outros como Jesus os vê, vamos caminhar em harmonia e comunhão, pois teremos o elemento primordial de toda teoria dos relacionamentos: A aceitação.

Quando olhamos para Jesus aprendemos a ver a gente como Jesus a gente vê. Sim, pois às vezes olhamos a gente como a gente se vê, mas o olhar Dele é bem diferente da forma como a gente se olha. O olhar de Jesus vê a gente como produto final da vontade de Deus, mas nosso olhar se detém apenas no momento e no processo atual, que nos atribui dor, culpa medo, insegurança e angustia. Sim, Jesus olha e vê a gente como a gente há de ser, e não apenas como estamos no momento.

Quando olhamos para Jesus podemos continuar crendo sem as neuroses da religião, pois é Nele que a fé ganha à proporção daquilo que Ele é. Sim, Jesus é o autor da fé – é Ele e Nele que a transcendência daquilo que este ai diante de nós, ganha todas as possibilidades de ser.

Para onde você está olhando?

Pense nisso.

sexta-feira, 25 de novembro de 2011

DEUS NÃO SENTE DÓ.



“Então disse o Senhor a Samuel: Até quando terás dó de Saul havendo eu o rejeitado...”                   1 Samuel 16.1


Algumas vezes nós continuamos gostando daquilo que Deus já não gosta mais e já não faz mais parte dos planos Dele em nós e pra nós.

Podemos desenvolver um sentimentalismo por determinadas situações que nos impedem de ver o que Deus quer e pode fazer de novo, tanto na gente, quanto nas coisas da gente.

Samuel amava Saul – Mas Saul já não fazia mais parte dos planos de Deus.

Todavia não é Deus quem rejeita as situações que nós amamos, são as situações que fogem do controle e da vontade de Deus – e quando assim é a gente se vê oprimido pelo mesmo amor que deveríamos rejeitar como coisa pra gente.

E isso é muito complicado, pois em tal configuração não é apenas a coisa rejeitada por Deus que sofre, é a gente que sofre, por amar tal coisa que não tem mais solução Divina. Sim, é algo desesperador saber, mas há coisas que já não tem mais a solução Divina que queríamos, pois tais coisas se desintegraram no contexto da vontade de Deus, e tornaram-se apenas nossa vontade, por causa do sentimos que temos com tal.

Sim a gente sofre com isso, e isso pode ser pessoas, projetos, sonhos lugares, anseios e vontades.

Tem coisas que amamos por que começaram em Deus – mas de Deus se perderam por si só, e assim, para continuarmos com a vontade de Deus, acabamos sofrendo por amor.

Paradoxalmente a tudo que sabemos sobre o amor de Deus por nós, Deus nem sempre ama o que amamos, mas Ele sempre amará a gente e aquilo que é melhor pra gente.

O que fazer diante daquilo que queremos – mas que Deus já não quer mais?

Sentimento a gente não consegue jogar fora. Não se des-ama nem se des-sente.

Deus não pediu a Samuel que deixasse de amar Saul – Mas, que Samuel não fizesse do que sentia por ele, âncora para continuar num propósito que impedisse o projeto final para algo maior do que o sentimento.

Mas, o que é maior do que aquilo que sentimos?

Como se vence o conflito dos sentimentos?

Com não sentir por um objeto da vontade o sentimento que nos impede de seguir no projeto de Deus?

Ora, Deus dá a Samuel a receita. Encontrar no coração de Deus a referência de existir naquilo e com aquilo que é do coração de Deus. Por isso, Deus manda Samuel ungir Davi – alguém segundo o coração de Deus.

Portanto, para viver um grande amor é preciso conhecer o que Deus ama e, amando assim, poder amar como gente que a gente é.

Por isso não sofra por aquilo que Deus não está sofrendo, pois fazendo assim a gente se desconstrói e acaba virando pasta na vida, e encaixando-se nas fissuras da existência, e acabamos como seres angustiados e amargurados.

Para se viver um grande amor (até o amor romântico) é preciso, acima de tudo, conhecer o coração de Deus, e aquilo que Deus ama, e para isso, basta se abrir e permitir que a palavra de Deus, interpele na gente aquilo que a gente tem como vontade e representação.

É fácil, não. Dói demais. Mas, certamente o projeto integral será salvo das desconstruções que nossos sentimentos às vezes nos fornecem como esquemas de felicidade.

Pense nisso.

sábado, 12 de novembro de 2011

DO MUNDO E SEU MUNDANISMO.




"Não peço que os tire do mundo, e sim que os guarde do mal." João 17.15

O mundo é o ambiente da nossa realidade.
É no mundo que a gente, como gente, acontece e a realidade da gente acontece com a gente. O mundo enquanto concepção da realidade é apenas mundo-onde-se-acontece.

Jesus na sua oração pede a Deus que não evite na gente a realidade da gente – mas que, nesta realidade carregada de mundanismo, sejamos livres do mal.

Sim, se o mundo é onde a realidade da vida da gente acontece – mundanismo é onde a maldade deste nosso mundo de realidade aflora e vem contra a gente e sua influência faz mal pra gente – na gente mesmo – pois todo mundanismo é a maldade do mundo dentro da gente.

Todavia Jesus diz que podemos viver no mundo e sermos livres de seu mundanismo, e com isso nos ensina que, não se pode ausentar da realidade com suas manifestações, mas sim, em Deus, conseguimos vencer o mundanismo dentro de nós. Pois o mundanismo assim concebido não é apenas seguir os padrões da maldade que o mundo produz, mesmo quando se apresentam como estilo de vida no mundo, e nos influencia a vivermos sob sua escravidão, é também permitir que o medo de se contaminar com o mundo, nos coloque num invólucro, onde nem mesmo a graça de Deus, através de nós, possa fluir ao mundo.

Portanto, Jesus, ora à Deus e pede que, assim sendo, não seja assim com a gente.

Estamos protegidos do mundanismo do mundo, mesmo vivendo no mundo, e, portanto não precisamos desenvolver as fobias de tal concepção e viver de forma que, através da gente, Jesus possa tocar o mundo.

Tal oração de Jesus é o antídoto contra o enclausuramento da e na realidade. Sim, pois com medo do mundanismo podemos acabar deixando de viver no mundo, e ao invés de influenciar o mundo, morrermos do tédio da existência sem referência, e nos tornamos zumbis cristãos dentro da realidade viva.

Assim sendo, hoje é dia de sair da clausura que vivemos, ou àquela que fomos levados. Sim, tem muita gente que de tanto ouvir que o mundo – como realidade – não faz parte da sua realidade de crente, que preferiu se debilitar trancado dentro de quatro paredes para se proteger do mundo, mas que não conseguiu evitar que o mundanismo deste mundo, que Jesus pediu ao Pai para nos guardar, entrasse em seu ser e o desconfigurasse tanto, ao ponto de não saber mais quem se é hoje.

Pense nisso.

quarta-feira, 2 de novembro de 2011

DA BONDADE E VONTADE DO QUE QUERO



"Ora,se vós, sendo maus, sabeis dar boas coisas aos vossos filhos,quanto mais vosso Pai, que está nos céus, dará boas coisas aos que lhe pedirem? Portanto, tudo o que vós quereis que os homens vos façam, fazei-o vós também a eles, pois esta é a lei e os profetas." Mateus 7.11-12

Jesus diz que na nossa maldade explícita há uma bondade implícita que carregamos em nossa existência. Pois, mesmo sendo seres propensos ao mal, não negamos a dádiva do bem, quando isso nos convém, pois toda nossa bondade é apenas a bondade que nos convém – a bondade conveniente.


Entretanto o que Ele de fato nos ensina é que Deus é realmente bom. Pois, se nesta bondade conveniente da nossa maldade, sabemos dadificar alguém com o bem que, supostamente, podemos oferecer quanto mais Deus – que não carrega tais configurações – pode nos dar como resultado do nosso relacionamento com Ele.

E isso para nós faz toda a diferença.

Deus pode nos dar frutos direto de sua benevolência.

Todavia, Jesus continua dizendo que o que recebemos de Deus é em proporcionalidade àquilo que oferecemos aos outros, aos nossos iguais.

Sim, só recebe da bondade de Deus, aqueles que sabem ser bondosos aos outros. Pois, tal manifestação de bondade promove, a bondade de Deus em nós e através de nós.

Portanto para receber de Deus o que de Deus desejamos, devemos promover ao outro o que de Deus desejamos receber.

Por isso que muitos não recebem nada. Pois pra receber de Deus é preciso oferecer o que se deseja aos outros. E dos outros, somos mais inclinados a receber do que a oferecer.

Sim, a vida cristã é interatividade humana pura. Vida cristã não é isolamento, nem via de mão única – é alteridade e troca mútua e continua. É comunhão e unidade.

Engana-se quem pensa que basta estar bem com Deus para de Deus receber o que se deseja. Jesus diz que é primordial estar de bem e oferecendo o bem aquele que do meu lado está, para que o bem desejado de Deus se manifeste á mim.

Pois o que desejo aos outros é o que recebo de Deus.

Isto é um novo paradigma nos nossos relacionamentos. O que eu desejo receber é preciso ser, antes de tudo, oferecido aqueles que estão no contexto da minha existência.

Pense nisso.