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terça-feira, 31 de maio de 2011

UMA NOITE NA TRISTEZA


"... o choro pode durar uma noite, mas a alegria vem pela manhã." Salmo 30.5


Sim, precisamos aprender a ficar tristes. Da mesma maneira que sabemos felizes estar, temos que aprender a passar uma noite na tristeza.

Davi sabia disso, por isso, pode afirmar aquilo.

Toda tristeza faz parte da vida.

Aprendemos a ficar tristes quando sabemos que toda tristeza tem um prazo determinado. Nenhuma tristeza dura mais que o determinado para durar, e assim sendo, não devemos faze dela um alojamento para nossa alma.

Aprendemos a ficar tristes quando entendemoss que após a tristeza, a esperança da alegria irradia sua luz de felicidade outra vez. Sim, pois nada pode promover tanto a felicidade, do que uma noite na tristeza.

Aprendemos a ficar tristes quando reconhecemos que mesmo estando na correção Divina, tal correção tem apenas para nós, poder terapêutico, e que algumas vezes ficar tristes faz bem para que a gente seja mais feliz.

Sim a tristeza não faz mal, se ela não se alojar como fator de existência, mas sim, como transição da felicidade.

Ainda que neste momento a tristeza tenha alcançado você, ela tem prazo de validade, pois mesmo que tudo seja apenas escuridão, Deus diz que o sol sempre nasce pela manhã. Nada impede a alegria de voltar ao seu ponto de partida.

Tua tristeza vai passar e enquanto passa, aprenda a ficar triste. Chore, Ore, pense – pois quando assim estamos (triste) ficamos apenas com a gente, e com a gente estando, podemos aprender mais sobre a gente – e assim sendo – sermos pessoas melhores.

Não deixe a tristeza determinar como você deve viver – mas use a tristeza para mudar você e viver melhor.

Ela dura só uma noite.

Pense nisso.

quinta-feira, 26 de maio de 2011

TRABALHO DE PARTO


“... porque os filhos chegaram ao parto, e não há força para os dar à luz....” 2 Reis 19.3


É algumas vezes entramos em trabalho de parto. Sim, a vida e suas demandas nos forçam a parir soluções que não temos em nós mesmos, e assim sendo, não temos força para trazê-las a existência. Algumas vezes a força que possuímos não é suficiente para vencer os desafios que nos vem.

Sim, algumas vezes somos totalmente impotentes diante das crises da vida e da crise de vida que nos assolam.

Sim, algumas vezes nada podemos fazer, e não fazendo nada por nada poder fazer, seguimos sofrendo, e não fazendo nada.

Sim, algumas vezes o novo quer vir – mas as velharias que nos tiraram a força -continuarão a nos deixar fracos, e sendo assim, não temos condições de viver o novo, e então de novo, acabamos nas velharias da vida.

Sim, a vida algumas vezes é assim. Impotente diante da possibilidade de uma nova vida.

Todavia, mesmo assim sendo ou estando, em Deus encontramos a força que vence a fraqueza. Sim, esta força não está na nossa força, mas na força de certeza daquilo que não se vê e não se sente – mesmo que o sentimento seja de fraqueza – a certeza da fé.

Portanto, nada mais apropriado no dia da fraqueza e da impotência do que celebrar a força que vem do cordeiro de Deus. Nada mais apropriado no dia da fragilidade do que gritar bem alto: “Diga o fraco: Eu sou forte’

Sim. A gente também entra em trabalho de parto não só para trazer uma vida pra vida, mas para vencer os desafios da vida.

E isso dói demais.

Todavia se o dia de dar a luz chegar e não tivermos a força para o parto da vitória, nós temos o médico Jesus, que nos fará uma cesariana, e a vitória, virá.

Pense nisso.

quarta-feira, 25 de maio de 2011

APRENDENDO A RECLAMAR DA GENTE


“Por que, pois, se queixa o homem vivente? Queixe-se cada um dos seus próprios pecados.” Lamentações 3.39


Tem gente que reclama de tudo.

Tudo e todos são alvos de seus desgostos e reclamações.

Reclamam do tempo e do momento. Das coisas e das pessoas. Do governo. Da igreja. Reclamam, simplesmente por reclamar.

Todavia a bíblia nos ensina a reclamar da gente.

Sim. A gente precisa aprender a reclamar da gente. Pois a única fonte de toda essência de tal reclamação está implícita dentro de nós , ou seja, a nossa própria maldade. Nosso próprio pecado.

Quando a gente aprende a reclamar da gente, aprendemos mais sobre nós mesmos. Pois para fazer tal afirmação de si, é preciso desconstruir toda uma idéia de perfeição a respeito de si próprio, pois para reclamar de outra coisa, supõe-se perfeito diante dela. Então, quando aprendemos a reclamar da gente, a gente percebe a gente, da maneira como a gente é: imperfeito.

Quando a gente aprende a reclamar da gente, aprendemos que não são as coisas que não são boas, mas sim nossa maneira de olhá-las – pois nosso olhar, sempre virá carregado de uma coisa que nunca esta bem: a gente mesmo.

Quando a gente aprende a reclamar da gente – as pessoas perto da gente – aproximarão mais de nóse, pois perceberão que não estamos num patamar mais elevado, e que eles são gente como a gente, ou melhor, a gente torna-se gente como eles.

Quando a gente aprende a reclamar da gente, aprendemos a celebrar a humildade, que muitas vezes a gente reclama que falta outros, pois tal reconhecimento requer da nós, muita humildade, e nem sempre tal sentimento cabe dentro da gente. Sim, quando aprendemos a reclamar da gente, aprenderemos com a gente mesmo, que é possível sermos mais humildes.

Quando a gente aprende a reclamar da gente, aprendemos que o tempo é que nos constrói e que a pressa desconstrói o que o tempo leva tempo para construir, e assim, aprenderemos que a paciência – a vilã das minhas vontades não atendidas (coisa que me faz reclamar da vida) é a virtude de toda celebração que pode transformar minha existência, assim, deixo de me preocupar com o tempo, e passarei a me preocupar com a qualidade do tempo que tenho.

Todavia esta reclamação da gente não é auto depreciação nem nenhum surto de inferioridade, mas sim, o reconhecimento de que todo o mal que reclamo, ronda mesmo é a realidade da minha própria existência.

Portanto, se você é daqueles sempre reclama de tudo, inclua você na próxima lista de reclamações.

Pense nisso

sábado, 21 de maio de 2011

BIPOLAR


"Respondendo Simão Pedro, disse: Tú és o Cristo, o filho do Deus vivo. Então, Jesus lhe afirmou: Bem aventurado és, Simão Barjonas, porque não foi carne e sangue que to revelaram, mas meu Pai, que está nos céus (...) Mas Jesus, voltando-se, disse a Pedro: Arreda, Satanás! Tu és para mim pedra de tropeço, porque não cogita das coisas de Deus, e sim das dos homens..." Mateus 13.16-17, 23

Todos têm momentos de altos e baixos. Momentos de extremo êxtase e de profunda angustia. Momentos de límpida revelação do sagrado e também de profunda influência do maligno.


Pedro nos ensina que isso é real no cotidiano da nossa caminhada cristã.

Todos possuímos esta bipolaridade espiritual. Em um dado momento estamos no auge de nossa espiritualidade e num segundo momento, podemos ficar influenciados pela malignidade, escondida nas próprias idéias humanas.

Sim, esta bipolaridade afeto a todos, inclusive, aqueles que andam com Cristo, pois são estes que aquela mais afeta.

Pedro, como todos nós, consegue conjugar num mesmo momento e num mesmo coração, a revelação Divina e a malignidade, disfarçada de piedade humana, pois tal malignidade de sua declaração, nada mais foi que, uma piedade a respeito de Jesus, que o próprio Jesus de si mesmo não tinha.

Nossa bipolaridade espiritual manifesta-se mesmo assim: Ao mesmo tempo em que nossa revelação é transcendente a nossa própria realidade, num outro momento, nossa piedade humana cede lugar a influencia do mal, e pensamos estar certos, quando na verdade estamos errados.

Sim, num primeiro momento podemos experimentar a presença de Deus de uma forma tão intensa que nos leva além de nossa própria capacidade, mas num momento seguinte, podemos estar sob um forte ataque do mal, que, a priori, nos faz ver as coisas de tal revelação, apenas como uma coisa natural. Por isso tem tanta gente que não consegue ser o gostaria de ser e o aquilo que sente ser o chamado de sua vida.

Sim, num primeiro momento podemos estar cheios de plenitude do Céu, mas no momento seguinte podemos apenas transitar com nosso coração nas coisas da terra e confundir o sagrado com o comum, e terminarmos com uma vida no profano. Por isso tem tanta gente na vida, que luta para se manter no caminho – pois conhece a verdade – mas os atalhos do mal sempre parecerão mais fáceis de seguir, e assim, seguindo vão por eles, e terminam na berlinda da vida e da frustração.

Sim, num primeiro momento podemos nos sentir ao lado de Cristo e em plena comunhão com Ele, e no momento seguinte, perdermos tal sentimento de intimidade e mergulhar num profundo processo natural de entender esta comunhão, apenas do ponto de vista do benefício que tal sensação pode nos dar. Por isso tem gente na vida, que anda com Cristo não pelo que ele representa, mas por causa daquilo que ele pode fazer.

Sim, de certa forma, somos bipolares. Talvez não do ponto de vista a psicologia moderna, mas deste ponto de vista, que vê a dualidade daquilo que somos e daquilo que, algumas vezes, manifestamos ser.

A cura para tal situação é permitir que a Palavra de Cristo nos exorte. Corrija-nos. Coloque-nos no nosso lugar. E nosso lugar não é transitando entre os pólos desta existência, que pode nos adoecer a alma, mas é no centro da vontade de Cristo, ainda que nesta vontade, sejamos confrontados com nossa própria vontade e realidade.

Sim, não somos tão bons como pensamos ser, mas somos suficientes bons para que toda nossa bondade seja apenas, um prenúncio de nossas carências e com isso, sermos acolhidos nos poderosos braços de Jesus. Sim, mesmo que a gente transite nos pólos da vida, oscilando entre a revelação e a maldade, Jesus sempre será nossa cura e nossa estação de descanso e de paz.

Pense nisso.

terça-feira, 17 de maio de 2011

DO ESPÍRITO DO MEDO


"Porque Deus não nos tem dado espírito de temor..." II Timóteo 1.7


Sim o medo tem um espírito, ou seja, uma influência ativa sobre nosso comportamento.


O medo como espírito gera em nós o medo do próprio medo, assim sendo desconstrói em nosso interior a moderação que nos faz viver, neste mundo, com todas suas ameaças, inclusive aquelas dentro de nós.

Sim, o espírito do medo trabalha com o fantasma daquilo que pode acontecer, pois todo medo é uma incerteza do que ainda não se manifestou como é.

Quem, pois está sob tal influência, vive o exagero da ansiedade, ou seja, não consegue dominar as próprias emoções diante daquilo que não se manifestou ainda. Sim, tal ser sente medo antes do medo, então sente pavor. O pavor é o medo do medo.

Paulo, o apóstolo, diz que quem está em Cristo não tem tal espírito, até porque o espírito que nele habita, é da qualidade do espírito que se modera diante das mais diversas emoções, sendo assim, não se avulta em sensações que podem produzir medo.

Todavia o medo é uma das realidades existências mais vivas e constantes.

Estamos, pois, todos, sujeitos a este sentimento.

Porém, para vencermos tal sentimento, Paulo diz que temos duas armas eficazes: O amor e a moderação.

O amor opera contra o medo a partir da perspectiva Divina. Sim, o amor que nos livra do medo é o amor que nos protege a partir da nossa geografia em Cristo. Assim sendo, quando em Cristo estamos, estamos livres da ameaça do medo, pois a essência de tal sentimento – o medo – é a incerteza da proteção, algo que o amor, não nos permite sentir. Portanto, se em Cristo estamos, nada que nos ameaça na vida, pode nos suscitar medo, sendo que o amor de Cristo – uma vez em nós – nos protege de toda ameaça fora de nós.

A moderação é a capacidade de ver as coisas como elas são. Sendo, portanto moderados, não nos deixamos ir além daquilo que realmente é, e sendo assim, não nos entregamos às medidas do temor que tentar nivelar nossa alma, ou seja, nem tudo que parece ameaça, na verdade ameaça-nos de fato – portanto – não tem poder de nos amedrontar.

Sim, é possível sentir medo, mas nunca deixar-se, continuamente, ser controlado por ele.

Sempre poderemos vencer o medo pela fé.

Creia nisso.

Pense nisso.

domingo, 15 de maio de 2011

A INVEJA MATA


"...Estando eles no campo, Caim se levantou contra o seu irmão Abel, e o matou." Genêsis 4.8

Dizem que a inveja matou Abel.

Sim de fato ele foi assassinado, mas quem realmente morreu foi Caim.

Pois a inveja mata é o invejoso.

Sim a inveja desconstrói o ser e faz com que o invejoso perca todo o senso daquilo que é no desejo de ser e o ter o que o objeto de sua inveja tem e é.

A inveja deflagra não apenas a violência contra o outro. A inveja também deflagra o instinto desta primitiva animalidade dentro do coração do invejoso, e o transforma naquilo que ele realmente é: Alguém desprovido de capacidade de ser apenas sendo o que é.

O invejoso anseia não apenas ter o que o outro tem, mas ser o outro sem deixar de ser o que se é, e tal comportamento embota sua essência – assim sendo, o invejoso não é ninguém, pois não pode ser de forma alguma o que o outro é, e sendo isso, também não será o que ele mesmo é.

Sim o invejoso nunca será ninguém – inclusive ele mesmo.

A inveja projeta no outro a fraqueza do invejoso, pois a própria inveja já é em si mesma toda projeção de total incapacidade de se viver aquilo que se é e tem, e então passa a boicotar-se a si mesmo – mas não satisfeita com tal conjunção, alia-se ao mal, para que no mal cometido tenha o contentando não mais de ser como o outro, mas de destruir o outro com o que ele é e com o que ele tem.

Sim o invejoso sente prazer de acabar com o outro, apenas pelo simples fato de que a existência do outro – promulga no coração do invejoso aquilo que ele não é. Sua incapacidade de ser.

Sim, neste caso, quem morre de fato não é quem é vitimado pela inveja do outro – e sim o aquele que abriga a inveja dentro do coração - pois a maior vítima da inveja é o próprio invejoso.

Nisso todos corremos perigo, pois construímos sempre nossa existência, tendo como modelo de realização a realidade alheia.

Sim a inveja mata. Mas mato o invejoso.

Pense nisso!

quarta-feira, 11 de maio de 2011

VERDADES MENTIROSAS


" Ela guardou a capa consigo, até que o senhor dele voltou para casa." Gênesis 39.16

Sim, parece um paradoxo. Mas existem verdades que são apenas uma grande mentira.

José sofreu por isso.

Na tentativa fantasiosa da mulher de Potifar a respeito de José, restou-lhe apenas a capa do jovem em suas mãos.

A capa era a verdade de José – fugir do assédio da patroa. Mas nas mãos da mulher era a mentira da tentativa de estupro. Sim, esta era uma verdade mentirosa.

A verdade mentirosa sempre parecerá com a verdade, mas sempre consistirá numa bem orquestrada mentira. E aquele que fantasia com a verdade alheia, será sempre o promotor do caos e da desgraça do outro.

Existe gente na vida que só consegue ser feliz e realizado sob a ótica da verdade mentirosa, pois a verdade de fato, para tal ser, constituí-se apenas num sentimento de frustração e angústia, por que diante de toda a verdade de verdade, não sabe ser feliz. Sim, tem gente que só sabe ser feliz – mentindo.

Tal elemento constituiu-se poderoso, pois, tem a capacidade de transformar alguém verdadeiro numa farsa e destruir a vida alheia.

Uma verdade mentirosa cria o ambiente da destruição do ser, pois acarreta ônus de culpa para quem é inocente, e nesta culpa inocente, prova-se verdade a mentira na forma de verdade. Sim, pois quem detém a prova mentirosa, acaba por ser verdadeiro – ainda que seja um mentiroso.

Uma verdade mentirosa tem poder de alterar o projeto de vida e existência de quem é vitimada por ela. Pois se temos como verdade apenas aquilo que vemos como verdade – quando a mentira se pinta da verdade que esta aí, a própria verdade torna-se mentirosa pelo fato de concebermos apenas o fator da visão. Ainda que José fosse inocente de sua culpa, todavia vai para a prisão por causa de sua capa na mão de um mentiroso.

Uma verdade mentirosa promoverá sempre o mentiroso como vítima da situação e transformará a verdade do inocente na própria culpa que o condenará.

Sempre que a mentira se parecer com a verdade, roubando-lhe a essência daquilo que é – teremos promulgado em nós apenas a incerteza de que a justiça sempre será um duelo – não de provas e certezas – mas de consciência. Sim, algumas vezes o único lugar onde a verdade prevalecerá será na nossa própria consciência.

Pense nisso

terça-feira, 10 de maio de 2011

NA FENDA DA ROCHA


"Disse mais o Senhor: Eis aqui um lugar junto a mim; aqui,sobre a penha, te porás." Exodo 33.21

Moises queria ver a glória de Deus.

Todavia tal coisa é inacessível a condição humana.

Deus coloca Moíses na fenda da rocha.

A fenda da rocha é aquele lugar que Deus nos coloca para se revelar a nós e revelar nós pra nós mesmos. Lá não é apenas um lugar da glória de Deus, mas também um lugar de entender-se com o que a gente é em Deus e com a gente.

Moises foi pra lá.

Na fenda da rocha Deus nos mostra qual é o lugar Dele e tudo o que Ele é, e demonstra a nós nossa total incapacidade de contemplá-lo em toda sua grandeza, majestade e formosura. Na fenda da rocha Deus mostra pra gente o nosso lugar. O lugar da gente.

Na fenda da rocha meus dilemas, problemas, e questões são silenciados, pois diante de tal manifestação da glória de Deus – tudo se cala e silência-se, pois nada pode clamar tão alto diante do som de Sua glória. Portanto quando estou na fenda da rocha – posso olhar as lutas e aflições do cotidiano da existência – sob a ótica da resplandecente glória.

Na fenda da rocha eu perco toda coragem humana – principalmente aquela que me envaidece – pois a glória de Deus é tão intensa, que o único sentimento verdadeiro que se aflora no interior do ser, é o de impotência e temor. Sim, na fenda da rocha todo o triunfalismo barato que exercemos no corre - corre deste mundo – cede ante ao majestoso poder desta glória, e cria em nós total dependência Dele, ainda que nossa coragem esteja cheia de incertezas e medos.

Na fenda da rocha aprendemos que não somos o que pensamos ser diante de Deus, e lá toda nossa pretensão de super homens, cede à sensação de pequenez que se revela diante de tal glória. Sim a fenda da rocha nos ensina a sermos humildes e que não sabemos de Deus o que de Deus pensamos saber.

Na fenda da rocha é o lugar onde, também, temos condições de descansar a nossa alma de todas as demandas daquelas situações que nos exigem mais do que podemos dar, pois lá temos o reconforto transcendente da presença de Deus, em toda sua bondade.

Sim, sempre é necessário estar na fenda da rocha.

Todavia só vamos lá levados por Deus, nunca por vontade própria.

Pense nisso.

Queira isso.

terça-feira, 3 de maio de 2011

NÓS VOAMOS: A VIDA PASSA.


" ...e nós voamos." Salmos 90.10

Sim, a vida é curta.
E por ser tão curta, ela encurta todas as felicidades que se pode viver. Por isso, ao invés de buscar a felicidade, deve-se ser feliz aqui e agora, como tudo que a vida oferece neste momento.

Sim, a vida passa.
E por passar, passa tão rápido, que quando percebemos que ela passa, ela já passou. Por isso, antes que ela se distâncie ao ponto de não pode alcançá-la mais, viva neste momento que a vida te oferece, pois o amanhã não pertence a nós. Só pertence à vida.

Sim, a vida extingue-se na vida.
Por isso que, da vida, não se leva nada. Portanto sendo assim, é preciso viver com toda a força da vida, para que neste curto espaço de vida, a vida possa gerar vida. E quando esta nossa vida passar, tenhamos deixado vida para quem ainda viver.

Sim, a vida finda.
Mas mesmo findando a vida, a vida continua naquele que na vida, venceu a morte: Jesus. Sim, ele é o dono da vida. Da nossa vida. Da ressureição da vida.

Pensei nisso!

DO SILÊNCIO E OUTROS GRITOS!


"Ele foi oprimido, mas não abriu a boca; como um cordeiro, foi levado ao matadouro e, como ovelha muda perante os seus tosquiadores, ele não abriu a boca." Isaías 53.7


Sim, face ao sofrimento e as situações em que a intervenção humana nada pode fazer o melhor a ser feito é ficar em silêncio.


Jesus nos ensina isso.

Quando silenciamos, damos liberdade à alma para gritar mais alto.

O silêncio tem poder de falar a linguagem do próprio coração em meio à dor e aflição.

Todavia quando a dor e as improbabilidades da vida nos assaltam, temos a ânsia de falar, falar, falar e por tanto dizer, nos perdemos nas próprias palavras, que no cerne da dor e das perdas e frustrações, não trazem explicações e consolo algum.

Sim, diante da dor e do sofrimento, algumas vezes devemos apenas no calar.

O silêncio é desintoxicante, pois quando cessamos de falar, não corremos o risco de dizer o que não queremos e, portanto, não nos angustiarmos com palavras que não queríamos dizer.

O silêncio é terapêutico, pois no silêncio conseguimos penetrar as interioridades do próprio coração, e uma vez lá, higienizar a ânsia e encontrar, dentro de si, a paz que provém da presença de Jesus.

O silêncio é absolvidor, pois diante de toda a culpa que tal processo de dor pode causar-nos, quando eu mantenho minha atitude silenciosa, eu posso ouvir a própria consciência, e com ela, travar uma batalha judicial dentro do coração, e assim, absolver-me, pela graça de Cristo, de toda culpa que lá pode existir.

O silêncio é pacificador, pois quando uma palavra que não deve ser dita, não é dita, possibilito a paz entre aquilo que sinto e aquilo que sou, e entre aqueles que comigo vão nesta caminhada da vida.

O silêncio é ensurdecedor, sim este é o grande paradoxo do silêncio: ele fala alto demais, pois, algumas vezes, manter-se calado é tudo o que é preciso para ser ouvido.

Portanto se a dor e o desespero ou quaisquer de suas manifestações bateram à porta do seu coração, a melhor coisa que você pode fazer, é calar-se. Pois calando, você será ouvido.

Pode ser que alguns não te dêem ouvidos, mas a voz do silêncio clama alto, diante daquele que tudo vê, e que tudo ouve.

O Senhor Jesus te ouvirá, pois Ele sabe muito bem o que o silêncio significa.

Pense nisso.

segunda-feira, 2 de maio de 2011

FRAGMENTOS 10: O SILÊNCIO TAMBÉM FALA.

Sim, ando meio quieto aqui. Nos últimos dias não tenho postado muita coisa. Um tempo de quietude e reflexão. Todavia, sei que o silêncio pode falar mais que muitas palavras, portanto, pra quam sabe perceber as coisas, mesmo não postando nada, estou dizendo tudo.
Sim, o silêncio fala muito alto.
Pense nisso!