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terça-feira, 19 de janeiro de 2010

SOBRE O HAITI

Queremos agradecer a Deus e a todos que juntamente tem orado conosco pela grave situação que se abateu sobre o Haiti.


Hoje, com muita alegria e alivio, recebemos notícias que o Pr. Hilaire Diu e as crianças que são assistidas pelo nosso ministério naquele país, não sofreram danos físicos. Apesar de perdermos todos os projetos, instalações e investimentos que estavam sendo realizados lá, graças a nosso bondoso Deus, as vidas de nossos irmãos foram poupadas.


O ministério Amigos da África esta se empenhando agora, para reconstruir tudo que foi destruído. Em breve abriremos um canal de ajuda e contribuição, para aqueles que desejarem ajudar nesta nova batalha que se inicia.

Acreditamos que toda fatalidade, quando vista pela ótica da fé, transforma-se em nova oportunidade de celebrar a vida, sem as vicissitudes de um mundo consumista e capitalista.

Nossa oração em relação ao Haiti, é a mesma que Jesus nos ensina em Mateus 6.10: Venha o teu Reino!

Pr Hilaire e grupo de criancas que ajudamos via amigos da Africa

segunda-feira, 18 de janeiro de 2010

QUERO SER MAIS MUNDANO

Uma reflexão sobre nossa missão

Muito se fala em missões. Em estruturas de envio. Em bases de apoio. Em mobilizações.

Há 10 anos tenho estado empenhado neste trabalho, que é desafiador.

Desafiador por que não é um tipo de ministério que tem notoriedade eclesiástica. Ao contrário, hoje o termo missionário e missões, em alguns círculos evangélicos são sinônimos de engano e lucro financeiro. Mas, deixando a melancolia, e as falácias de lado, quero expressar que nunca tivemos uma oportunidade tão interessante para re-pensarmos a missão, num nível pessoal.

Um missionário não é um ser extraterrestre, que está num nível supra sensível de comunhão celestial. Um missionário é alguém comum, com todas suas dores, dúvidas e angústias. Muita se fala em missões, em estrutura, em mantenedores, em estratégias, e tanta coisa, mas pouco se fala no estilo que devemos ter, diante de nossa própria humanidade. Cometemos erros, enganos e até pecamos nesta caminhada com Deus, no intuito de alcançar os homens. Corremos inclusive o risco de perdermos o foco.

Outro dia, recebi um e-mail de um amigo como resposta de uma carta que havia escrita à ele, sobre a necessidade de re-ajustar o foco, e a resposta que recebi, foi de tamanho acalento para o meu coração, por ser de imensa simplicidade; ele me disse: Marcelo, o teu foco é Jesus. E isso faz toda a diferença.

Algumas vezes nos sentimos frustrados e desgastados por tantas dificuldades que enfrentamos neste desejo de sermos benção às nações. Pessoas inescrupulosas cruzam nossos caminhos e tentam macular nossa própria essência, com a descaracterização do chamado, da visão e, principalmente, do foco. Confesso que nos últimos tempos estive com medo de perder o foco, mas esta palavra que veio do meu amigo, foi reconfortante: O meu foco é Jesus. Se meu foco é Jesus, preciso então olhar pra Ele, estar com Ele, ouvir a Ele, pensar com Ele, e Ele me levará onde devo ir, e penso que devo ir, onde ele está me levando, pois Ele já esteve lá, antes mesmo que qualquer de nossos projetos humano-missionário chegasse.

Tenho a cada dia que passa, um interesse crescente, uma paixão envolvente muito grande pela humanidade. Uma paixão pelo homem, como homem e não apenas como objeto de conversão a uma religião. Jesus tinha paixão pelas pessoas e não apenas, paixão por aqueles que acreditavam e seguiam seus ensinamentos. E falar de humanidade em alguns círculos religiosos evangélicos, é ser interpretado como carnal ou mundano. Mas creio que nosso chamado é mundano – é para o mundo. Se nosso chamado não for mundano, para o mundo, no seu sentido etéreo, não faz sentido nosso discurso de uma espiritualidade triunfalista, que mais serve de consolo para ouvidos inoperantes, que abarrotam nossas igrejas, numa ânsia ínfima de busca do temporal, e por que não dizer das coisas “mundanas”.

Quero ser mais mundano. Quero estar mais perto das necessidades das pessoas. Quero estar mais próximo dos objetivos de Deus, que muito pelo contrario (e causando agora uma escamoteação em muitos dos leitores deste blog), é mais centrado no mundo do que na igreja. Jesus disse que os “sãos” não necessitam de médico, e sim os doentes. Um mundo adoecido, desesperado, perdido sem rumo, é o principal foco do amor de Deus. Quero esquecer as estruturas da missão e me concentrar no foco da missão de Deus: o homem e suas humanidades.

Nossa missão não pode ser alienante, obsessiva, opressora. Nossa missão precisa atingir vidas, pessoas e todo o sistema que as integra. Nossa missão precisa ser a missão de Deus. O resgate integral do ser. Por isso quero ser mais mundano.

quinta-feira, 14 de janeiro de 2010

BIG BROTHER BRASIL

Algumas vezes sinto um misto de tristeza e decepção pelas desigualdades e antagonismos desta nossa existência humana.

Diante de terremoto que destruiu o Haiti, no ultimo dia 12 de Janeiro, mediante as fortes cenas que a televisão e todos os veículos midiáticos apresentaram a dor, a morte e os escombros que ainda escondem dezenas de mortos e feridos, como também os apelos de ajuda humanitária, tão necessária neste momento – Deparei-me, trocando os canais da televisão, com a imbecilidade do programa da Globo – o BBB.
Enquanto milhares de pessoas precisam de socorro e ajuda, ou simplesmente de um copo de água, pois esta será uma necessidade básica dentro de poucos dias, este programa exibe um grupo de 15 pessoas, que não acrescentam nada para nossa sociedade, a não ser a total relativização de valores, inclusive familiares, num cenário de desperdício de tudo que e mais importante para a sobrevivência humana, inclusive – compaixão.
Ver as cenas daquele grupo de pessoas participantes do BBB da Globo deu-me certa náusea, por saber que, priorizamos mais as superficialidades da vida e, com isso, gastamos tudo na celebração do desperdício, e negligenciamos a vida, quando ela se manifesta na sua maior necessidade: a ânsia da sobrevivência.
Não. Eu não vou perder meu tempo vendo BBB.

O FIM É MELHOR QUE O COMEÇO



Melhor É o fim das coisas do que o princípio delas… Eclesiastes 7.8.


Todo início de ano fazemos planos de vida nova.

Sim. Quase todos nós queremos começar o ano bem. Retomar um projeto antigo ou começar outro novo. Iniciar um novo tempo de ações e conquistas, enfim, no início do ano, queremos começar algo bem.

Entretanto, a bíblia diz, que o que determina o meu sucesso, não é simplesmente como eu começo alguma coisa, e sim, como eu termino aquilo que começo.

Começar algo não é de todo difícil. O início sempre nos remota a motivação do novo. Todavia terminar o que se começou é desafiador. Pois para terminar o começo de algo, ou seja, para ir até o seu fim faz-se necessário o duro trajeto pelo caminho da persistência. Pois entre o início e o fim de alguma coisa, existe a imensidão do meio.

Então, não é como eu começo o ano, que vai determinar o meu sucesso ou alegria, mas a forma com que eu o termino, e para terminá-lo bem, é necessário à perseverança naquele momento que tudo que era novidade, caiu na rotina do cotidiano. Na mesmice.

Pense nisso.